Banco Central desliga plataforma do Drex: o que muda para você?
O Banco Central tomou uma decisão que pegou muita gente de surpresa: vai desligar a plataforma do Drex, o projeto do real digital que estava sendo testado desde 2023. Parece coisa de outro mundo? Calma, vou te explicar direitinho o que está acontecendo e por que isso pode mudar o jeito como lidamos com dinheiro daqui pra frente.
Principais Conclusões
O que era o Drex, afinal?

Pensa no Drex como uma tentativa do governo de criar uma versão digital do real que funcionasse parecido com as criptomoedas, tipo Bitcoin. Só que controlada pelo Banco Central, entende? A ideia era boa: criar uma infraestrutura segura e regulamentada para digitalizar ativos como títulos, investimentos e até mesmo o próprio dinheiro.
Mas aí veio o problema. Segundo informações que circularam, o projeto estava custando caro demais e tinha uma encrenca técnica complicada: não conseguiam garantir a privacidade das transações sem perder o controle e a fiscalização que o BC precisa ter. É tipo querer fazer uma festa surpresa mas precisar avisar todo mundo ao mesmo tempo.
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Por que desligaram?
A reunião que rolou numa terça-feira recente entre o Banco Central e as empresas privadas que participavam do projeto deixou isso claro: os custos estavam pesando. E olha que já tinha sinais disso desde agosto, quando já se falava que a plataforma de blockchain que estava sendo usada não iria pra próxima fase.
Já testaram duas fases do projeto. Na primeira, experimentaram transformar depósitos bancários e títulos públicos em tokens digitais. Na segunda fase, que começou no ano passado, tentaram avançar mais. Mas chegou um ponto que viram: não está dando certo.
E agora? Entram as stablecoins
Aqui fica interessante. Com o Drex enfraquecido, quem deve ganhar espaço são as chamadas stablecoins. Nunca ouviu falar? É mais simples do que parece.
Stablecoins são criptomoedas que têm o valor amarrado a uma moeda real, como o dólar ou o real, na proporção de 1 para 1. Ou seja, uma stablecoin de real vale sempre 1 real. Mas com uma vantagem: é digital, programável e não precisa de banco ou intermediário pra fazer as transferências.
É como ter dinheiro no bolso, só que no celular, funcionando na velocidade da internet. Legal, né?
Os bancos já estão de olho
Vários especialistas dizem que agora os bancos vão correr pra lançar suas próprias stablecoins. O Banco Safra, por exemplo, já saiu na frente e lançou em setembro uma moeda digital atrelada ao dólar. E o Itaú já admitiu publicamente que está estudando fazer a mesma coisa.
Por que os bancos querem isso? Simples: economia. Com stablecoins, não pagam IOF (aquele imposto chato sobre operações financeiras) e também não têm as taxas do câmbio tradicional. Pra quem mexe com dólar ou quer investir lá fora, isso pode representar uma grana boa no bolso.
Henrique Teixeira, que trabalha com tokenização de ativos na América Latina, foi direto ao ponto: disse que o fim do Drex foi um “banho de água fria”, mas que agora os bancos devem desenvolver suas próprias stablecoins rapidinho.

Isso segue uma tendência mundial
E não é só aqui não. Lá nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva logo depois de assumir proibindo a criação de uma moeda digital do governo e incentivando as stablecoins privadas.
Parece que o mundo está caminhando pra esse lado: menos controle estatal direto sobre moedas digitais e mais espaço pra soluções criadas por empresas privadas, mas regulamentadas.
O que isso significa na prática?
Bom, pra você que usa banco e investe, pode significar algumas mudanças legais nos próximos anos. Imagina poder transferir dinheiro instantaneamente, sem taxas absurdas, ou comprar dólar sem pagar IOF? Isso pode virar realidade com as stablecoins.
Também pode facilitar investimentos em tokens de outros ativos, como fundos de investimento, debêntures e recebíveis. Tudo isso de forma mais ágil e com menos burocracia.
Mas tem um porém: quem sair na frente leva vantagem. Os bancos maiores têm mais dinheiro e tecnologia, então provavelmente vão dominar o mercado no começo. Os menores vão precisar correr atrás.
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E o Drex morreu de vez?
Não exatamente. O Banco Central ainda pretende continuar estudando o assunto. A ideia é retomar as discussões em 2026, mas agora com uma tecnologia diferente, que eles chamam de “agnóstica” (sem depender de uma plataforma específica).
O objetivo continua sendo criar um ambiente onde o próprio BC emita a moeda digital de liquidação. Mas até lá, muita água vai rolar.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) soltou nota dizendo que a decisão reflete o compromisso do BC com segurança e estabilidade. Já a ABBC, que representa bancos menores, garantiu que a tecnologia desenvolvida pode ser aproveitada em outras redes.

O que vem por aí
Nos próximos meses, a expectativa é que o Banco Central publique a regulamentação das stablecoins. Isso deve acontecer ainda este mês. A partir daí, os bancos vão poder oficialmente lançar suas moedas digitais e começar a competir nesse mercado novo.
Pra gente comum, isso significa mais opções, mais tecnologia e, quem sabe, menos taxas na hora de movimentar dinheiro. Mas também vai exigir atenção: nem tudo que brilha é ouro, e com inovação sempre vem algum risco.
O importante é ficar ligado nas mudanças e entender como elas podem afetar seu bolso. Porque uma coisa é certa: o jeito de lidar com dinheiro está mudando rápido. E quem se adapta primeiro sai ganhando.
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Perguntas Frequentes
1. O Drex acabou completamente?
Não acabou de vez. O Banco Central desligou a plataforma que estava sendo usada nos testes, mas pretende retomar os estudos em 2026 com uma tecnologia diferente. O projeto foi pausado, não cancelado.
2. Por que o Drex foi desligado?
Basicamente por dois motivos: os custos de manutenção estavam muito altos e a equipe não conseguiu resolver o problema da privacidade nas transações sem perder o controle que o BC precisa ter sobre as operações.
3. O que são stablecoins exatamente?
São criptomoedas que têm o valor fixo atrelado a uma moeda tradicional, tipo real ou dólar, sempre na proporção de 1 para 1. É como ter dinheiro digital que não oscila de preço como o Bitcoin.
4. Stablecoins são seguras?
Depende de quem emite. As que serão lançadas por bancos regulamentados tendem a ser mais seguras porque seguem as regras do Banco Central. Mas é sempre bom ficar atento à reputação da instituição.
5. Vou precisar ter stablecoin obrigatoriamente?
Não. As stablecoins vão ser apenas mais uma opção de movimentar dinheiro. Você pode continuar usando seu dinheiro normalmente se preferir. Ninguém vai te obrigar a usar.
6. Como vou conseguir stablecoins?
Provavelmente pelo aplicativo do seu banco, quando eles lançarem. Deve funcionar parecido com comprar dólar hoje: você troca seus reais por stablecoins e vice-versa.
7. Vou pagar imposto nas stablecoins?
As regras ainda estão sendo definidas pelo Banco Central, com regulamentação prevista para sair ainda este mês. Mas uma vantagem já confirmada é que não pagam IOF, diferente das operações de câmbio tradicionais.
8. Qual a diferença entre Drex e stablecoin?
O Drex seria uma moeda digital oficial do governo, emitida e controlada pelo Banco Central. Já as stablecoins são emitidas por empresas privadas, como bancos, mas seguem regulamentação governamental.
9. Posso perder dinheiro com stablecoin?
Em tese não, já que o valor é fixo (1 stablecoin = 1 real ou 1 dólar). Mas sempre existe o risco de problemas com a empresa emissora. Por isso é importante escolher instituições confiáveis e regulamentadas.
10. Stablecoin é a mesma coisa que Bitcoin?
Não. Bitcoin é uma criptomoeda que varia de preço todo dia. Stablecoin tem valor fixo atrelado a uma moeda real. São tecnologias parecidas, mas funcionam de forma bem diferente.
11. Quando as stablecoins vão estar disponíveis no Brasil?
Alguns bancos, como o Safra, já lançaram. Outros grandes bancos devem lançar suas versões assim que sair a regulamentação completa do Banco Central, prevista para este mês de novembro.
12. Posso usar stablecoin para comprar coisas?
Vai depender de onde você quer comprar aceitar. Por enquanto, o foco está mais em investimentos e transferências. Mas no futuro, pode ser que mais estabelecimentos aceitem.
13. Preciso entender de tecnologia para usar?
Não. A ideia é que seja simples como usar o Pix. Os bancos vão criar aplicativos fáceis de mexer. Se você consegue usar internet banking, vai conseguir usar stablecoin tranquilamente.
14. Qual banco vai ter a melhor stablecoin?
Ainda é cedo pra dizer. Os bancos maiores têm mais recursos, mas os menores podem oferecer taxas melhores para competir. Vale acompanhar as ofertas quando os produtos forem lançados oficialmente.
Fonte: Valor
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