Itaú recomenda Bitcoin nas carteiras

Itaú recomenda Bitcoin nas carteiras de investimento a partir de 2026

O maior banco privado do Brasil acaba de dar um passo que pode mudar o jogo no mercado de investimentos. O Itaú Unibanco, através da sua divisão de gestão de ativos, vai começar a recomendar que seus clientes incluam Bitcoin nas carteiras de investimento. E não é qualquer coisa não – a gente tá falando do Itaú, aquele banco laranja que todo mundo conhece.

A novidade vem através de um estudo recente da Itaú Asset Management. A ideia é simples: a partir de 2026, o banco vai sugerir que as pessoas coloquem entre 1% e 3% do seu patrimônio em Bitcoin. Parece pouco? Pode ser. Mas vindo de uma instituição desse tamanho, o recado é claro: o Bitcoin está deixando de ser coisa de especulador para virar ferramenta séria de investimento.

Por que o Itaú resolveu apostar no Bitcoin?

Itaú recomenda Bitcoin nas carteiras de investimento a partir de 2026
Itaú recomenda Bitcoin nas carteiras de investimento a partir de 2026

Bom, vamos com calma aqui. O banco não vai sair comprando Bitcoin com o próprio dinheiro. Isso é importante entender. O que eles vão fazer é orientar os clientes a considerar essa alocação nas suas próprias carteiras. É tipo quando seu gerente sugere diversificar entre ações, renda fixa e fundos imobiliários. Só que agora o Bitcoin entra nessa conversa.

Renato Eid, que é analista e chefe de Estratégias Beta da Itaú Asset Management, explicou o raciocínio. Segundo ele, o Bitcoin é diferente de tudo que já existe no mercado tradicional. Não é renda fixa, não é ação comum, não segue exatamente o que acontece na bolsa brasileira. Tem vida própria.

E sabe o que mais chamou atenção? A função de proteção cambial. Como o Bitcoin é global e descentralizado, ele pode servir como uma espécie de seguro contra a desvalorização do real. Quando nossa moeda cai, ter um ativo que não depende de nenhum governo pode fazer diferença.

Para começar hoje com segurança: Relatório Smart: 25 Criptomoedas para o Ciclo de Alta Por Adriano Serafim

O que significa “baixa correlação”?

Calma, não vou usar economês aqui. Quando os especialistas falam que o Bitcoin tem “baixa correlação” com outros ativos, é só uma forma chique de dizer que ele não sobe e desce junto com as ações ou o dólar. Ele faz o próprio caminho.

Isso é bom porque, na hora que a bolsa cai, por exemplo, seu Bitcoin pode estar subindo. Ou pelo menos não caindo tanto. É a velha história de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Só que agora uma dessas cestas é digital e usa criptografia.

Mas e os riscos?

Olha, ninguém aqui tá dizendo que Bitcoin é fichinha. O negócio oscila pra caramba. Quem acompanha o mercado sabe: tem dia que sobe 10%, tem dia que cai a mesma coisa. É volátil, e isso assusta muita gente.

Por isso mesmo o Itaú não tá sugerindo colocar metade do patrimônio em Bitcoin. São apenas 1% a 3%. É uma fatia pequena, estratégica. A ideia é justamente aproveitar o potencial de valorização sem arriscar demais. Se der errado, você não quebra. Se der certo, pode fazer diferença no resultado geral.

Outros bancos vão seguir o exemplo?

Essa é a pergunta de milhões. Quando uma instituição do tamanho do Itaú faz um movimento desses, todo mundo presta atenção. Outros bancos já deram pitaco sobre criptomoedas antes, mas geralmente de forma mais tímida ou genérica.

O diferente aqui é a clareza da recomendação. Não é “talvez, quem sabe, se der”. É um estudo estruturado dizendo: a partir de 2026, vamos orientar nossos clientes nessa direção. Isso pode abrir caminho para que outros grandes bancos brasileiros façam o mesmo.

E quando isso acontece, o efeito vai além dos investidores individuais. Fundos de pensão, gestoras de recursos e até empresas começam a olhar com mais seriedade. É como se fosse um selo de “ok, isso aqui não é mais coisa de maluco”.

Bitcoin como proteção contra inflação?

Aqui no Brasil, a gente conhece bem o drama da inflação. O dinheiro que tá parado vai perdendo valor. Todo ano, aquele mesmo salário compra menos coisas. Por isso as pessoas buscam investimentos que protejam o poder de compra.

Tradicionalmente, isso sempre foi papel de ativos como imóveis, ouro ou dólar. Mas o Bitcoin vem ganhando espaço nessa conversa. Como só existem 21 milhões de unidades (e nunca vão existir mais), muita gente vê isso como uma proteção contra a impressão desenfreada de dinheiro pelos governos.

Claro que isso é teoria. Na prática, o Bitcoin ainda é muito novo e imprevisível. Mas o fato de um banco como o Itaú considerar essa função já mostra como a mentalidade está mudando.

E quando isso começa de verdade?

A previsão é para 2026. Ou seja, ainda tem um tempo pela frente. Isso não é por acaso. O mercado de criptomoedas ainda está amadurecendo, regulações estão sendo discutidas no mundo todo, e os bancos estão se preparando para oferecer esse tipo de orientação com segurança.

Vale lembrar também que estamos falando de recomendação, não de obrigação. Você não vai ser obrigado a comprar Bitcoin se não quiser. É apenas mais uma opção que o banco vai colocar na mesa quando vocês sentarem para conversar sobre investimentos.

O cenário brasileiro para criptomoedas

O Brasil, na real, já é um mercado relevante para Bitcoin. Milhões de brasileiros já compraram alguma criptomoeda, seja por curiosidade, seja como investimento sério. Temos exchanges (corretoras de cripto) grandes e consolidadas operando aqui.

Mas o que faltava era justamente isso: o respaldo institucional. Quando você vê o maior banco privado do país entrando nessa conversa, é sinal de que o mercado está evoluindo. Deixa de ser nicho e vira mainstream, como dizem por aí.

Cuidados importantes

Antes de sair correndo comprar Bitcoin porque o Itaú recomendou, respira fundo. A própria orientação do banco é clara: isso é para carteiras diversificadas, não para colocar o dinheiro do aluguel ou da faculdade dos filhos.

Investimento em criptomoedas exige estudo, paciência e estômago forte para aguentar as oscilações. Não é para todo mundo. E mesmo que você decida entrar, nunca invista dinheiro que você não pode perder.

Ah, e outra: sempre busque orientação profissional. Gerente de banco, consultor financeiro, alguém que entenda do assunto e possa avaliar seu perfil de investidor. Cada caso é um caso.

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O futuro é digital?

Difícil cravar qualquer coisa quando o assunto é tecnologia e finanças. Mas os sinais estão por toda parte. Bancos centrais estudando moedas digitais, empresas grandes colocando Bitcoin no balanço, países inteiros adotando criptomoedas como moeda oficial.

O movimento do Itaú é só mais um capítulo dessa história. Um capítulo importante, porque acontece no Brasil e envolve o maior banco privado do país. Mas certamente não é o último.

A mensagem que fica é: o Bitcoin está aqui para ficar. E aos poucos vai encontrando seu lugar no sistema financeiro tradicional. Pode ser que daqui alguns anos a gente olhe pra trás e veja 2026 como o ano em que tudo mudou. Ou pode ser que seja só mais um passo numa evolução longa. Só o tempo vai dizer.

O que sabemos agora é que a conversa sobre criptomoedas saiu definitivamente da mesa do bar e chegou na mesa do gerente do banco. E isso, convenhamos, já é uma baita mudança.

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Perguntas Frequentes

1. O Itaú vai vender Bitcoin diretamente para os clientes?

Não. O banco vai apenas recomendar a alocação, orientando os clientes sobre como incluir Bitcoin em suas carteiras. Você ainda vai precisar usar corretoras de criptomoedas para comprar.

2. Preciso ser cliente Itaú para seguir essa recomendação?

Não necessariamente. A orientação é para clientes da Itaú Asset Management, mas qualquer pessoa pode aplicar essa estratégia de diversificação. Basta ter conta em uma exchange brasileira confiável.

3. 1% a 3% é muito ou pouco?

Para um ativo tão volátil quanto o Bitcoin, é uma alocação conservadora e inteligente. Permite aproveitar o potencial de valorização sem comprometer a segurança do patrimônio total.

4. Por que só a partir de 2026?

O mercado de criptomoedas ainda está se desenvolvendo em termos de regulação e infraestrutura. O Itaú está se preparando para oferecer essa orientação com toda a estrutura necessária.

5. Isso significa que Bitcoin não é mais arriscado?

Continua sendo arriscado, sim. O que mudou é o reconhecimento de que, em pequenas doses e com estratégia, pode fazer parte de uma carteira diversificada. O risco não sumiu, mas está sendo gerenciado.

6. Outros bancos brasileiros vão fazer o mesmo?

É bem provável. Quando uma instituição do porte do Itaú toma essa posição, geralmente abre caminho para que outras sigam. Mas cada banco vai ter seu próprio timing.

7. Preciso declarar Bitcoin no Imposto de Renda?

Sim! Bitcoin e outras criptomoedas devem ser declaradas no IR como “bens e direitos”. Vendas acima de R$ 35 mil por mês também geram imposto sobre o lucro.

8. Como funciona a proteção cambial do Bitcoin?

Por ser um ativo global e não estar atrelado a nenhum governo, o Bitcoin pode se valorizar quando moedas locais (como o real) se desvalorizam. Funciona como uma diversificação geográfica automática.

9. É seguro guardar Bitcoin?

Depende de onde você guarda. Corretoras grandes têm sistemas de segurança, mas o mais seguro é usar carteiras próprias (hardware wallets). É como escolher entre guardar dinheiro no banco ou num cofre em casa.

10. Posso perder todo o dinheiro investido em Bitcoin?

Tecnicamente, sim. Como qualquer investimento de risco, existe a possibilidade de perda total. Por isso a recomendação é de apenas 1% a 3% do patrimônio. Nunca invista o que não pode perder.

11. Bitcoin pode substituir o real?

Não é esse o objetivo da recomendação do Itaú. O Bitcoin está sendo tratado como um ativo de investimento, não como moeda para o dia a dia. São coisas diferentes.

12. Quanto custa um Bitcoin hoje?

O preço varia constantemente. Em dezembro de 2024, um Bitcoin vale dezenas de milhares de dólares. Mas você não precisa comprar um Bitcoin inteiro – pode comprar frações, a partir de valores bem pequenos.

13. O que diferencia Bitcoin de outras criptomoedas?

O Bitcoin foi o primeiro, é o mais conhecido e o mais líquido (fácil de comprar e vender). Por isso o Itaú focou especificamente nele, não em outras criptomoedas.

14. Essa recomendação vale para qualquer perfil de investidor?

Não. Investidores muito conservadores ou que não toleram volatilidade podem preferir ficar de fora. A orientação é mais adequada para perfis moderados a arrojados que já têm uma base sólida de investimentos tradicionais.

Fonte: The CC Press

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