PayPal quer virar banco nos Estados Unidos

PayPal quer virar banco nos Estados Unidos: entenda o que muda

Você já usou o PayPal para comprar algo pela internet, né? Aquele serviço que facilita pagamentos online está querendo dar um passo bem maior agora. A empresa pediu autorização para virar um banco de verdade nos Estados Unidos.

E olha, isso está acontecendo num momento interessante. Sabe essas empresas de criptomoedas, que trabalham com Bitcoin, Ethereum e outras moedas digitais? Pois é, várias delas também estão correndo para virar bancos nos EUA. É tipo uma corrida maluca do mundo das finanças digitais.

A diferença é que enquanto as empresas de cripto querem virar banco para oferecer serviços relacionados a moedas digitais – tipo guardar seus Bitcoins com segurança, fazer pagamentos com criptomoedas e gerenciar esses ativos -, o PayPal tem um objetivo um pouco diferente. Eles querem mesmo é emprestar dinheiro tradicional e oferecer serviços bancários completos.

Mas todos estão de olho na mesma coisa: aproveitar que o governo americano está mais aberto para deixar empresas de tecnologia entrarem no mercado bancário. É uma oportunidade que não aparecia há anos.

Pode parecer estranho no começo. Afinal, o PayPal já não é meio que um banco? Bom, não exatamente. Vamos entender essa história direitinho.

O que o PayPal quer fazer?

PayPal quer virar banco nos Estados Unidos entenda o que muda
PayPal quer virar banco nos Estados Unidos entenda o que muda

A gigante dos pagamentos digitais enviou um pedido oficial para duas instituições americanas: a FDIC (que seria algo como nosso Fundo Garantidor de Créditos por aí) e o Departamento de Instituições Financeiras de Utah. O objetivo? Criar o “PayPal Bank”, um banco com carta patente e tudo mais.

Alex Chriss, o CEO da empresa, foi direto ao ponto. Segundo ele, conseguir dinheiro ainda é um baita desafio para pequenos negócios que querem crescer. E é aí que entra a ideia de transformar o PayPal em banco.

“Com o PayPal Bank, a gente vai poder ajudar melhor os pequenos empreendedores e criar mais oportunidades econômicas pelo país todo”, explicou Chriss.

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Mas o PayPal já não tem licença bancária?

Tem, mas lá na Europa. A empresa já opera com licença bancária em Luxemburgo. Só que ter uma licença nos Estados Unidos muda completamente o jogo.

Com essa aprovação, o PayPal poderia oferecer contas de poupança que rendem juros (tipo nossa poupança aqui no Brasil), fazer empréstimos mais facilmente e oferecer outros serviços financeiros sem depender tanto de parceiros bancários.

É basicamente como se a empresa quisesse parar de pedir ajuda para os outros bancos e fazer tudo sozinha. Faz sentido, não é?

Por que virar banco agora?

A principal razão é simples: expandir os empréstimos para pequenas empresas. Hoje, quando o PayPal quer emprestar dinheiro para um comerciante, precisa trabalhar junto com bancos tradicionais. Isso deixa tudo mais devagar e mais caro.

Virando banco, a empresa pode:

  • Oferecer depósitos garantidos pelo governo (igual acontece aqui com o FGC)
  • Emprestar dinheiro direto, sem intermediários
  • Criar produtos financeiros novos, como contas que pagam juros para os clientes

E tem outro ponto importante: muita gente pequena que vende pela internet tem dificuldade em conseguir crédito nos bancos tradicionais. O PayPal já conhece esses comerciantes, sabe como funciona o negócio deles. Então faria mais sentido emprestar para eles, certo?

O momento está favorável

E não é só o PayPal que está de olho nisso. Nos últimos tempos, várias empresas de tecnologia e até de criptomoedas estão correndo atrás de licenças bancárias nos Estados Unidos.

Dias atrás, empresas como Circle, Ripple Labs, BitGo, Paxos e até a divisão digital da Fidelity receberam aprovações preliminares para virarem bancos também. São empresas do mundo cripto, que lidam com Bitcoin, stablecoins e essas moedas digitais todas.

A diferença é que essas empresas de cripto querem virar bancos para oferecer custódia de ativos digitais e serviços de pagamento. Já o PayPal quer mesmo é emprestar dinheiro e captar depósitos.

O clima político mudou

Aqui vai um detalhe interessante: depois que Donald Trump voltou à presidência dos Estados Unidos em janeiro deste ano, o número de pedidos para virar banco explodiu.

No governo anterior, era bem difícil conseguir essa aprovação. Poucas empresas tentavam porque sabiam que seria quase impossível. Agora, com mudanças na postura dos órgãos reguladores, ficou mais fácil para empresas de tecnologia entrarem no mercado bancário.

Até a Sony e a divisão financeira da Nissan entraram na fila para virar banco por lá. É um movimento grande mesmo.

E os bancos tradicionais, o que acham disso?

Bom, eles não estão muito felizes, vamos ser sinceros. Os bancos tradicionais e algumas associações do setor estão questionando se essas empresas de tecnologia vão seguir as mesmas regras rigorosas que eles seguem.

É tipo assim: imagine que você estuda para uma prova super difícil, passa meses se preparando. Aí chega alguém e faz uma prova mais fácil para conseguir o mesmo diploma. Você ia achar justo?

Mas o governo americano parece estar apostando que mais concorrência no setor bancário vai ser bom para todo mundo, especialmente para quem precisa de crédito e não consegue nos bancos tradicionais.

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Quem vai comandar o novo banco?

Se tudo der certo e o pedido for aprovado, quem vai tocar o PayPal Bank é Mara McNeill. Ela já foi CEO da divisão financeira da Toyota lá nos Estados Unidos, então manjou bastante de lidar com financiamento e empréstimo.

A ideia é que ela junte a experiência bancária tradicional com a pegada digital e tecnológica do PayPal. Vai ser interessante ver como isso funciona na prática.

O que isso significa para nós, brasileiros?

Por enquanto, nada muda diretamente para quem usa PayPal aqui no Brasil. Mas é bom ficar de olho. Se der certo nos Estados Unidos, o PayPal pode querer replicar o modelo em outros países, inclusive por aqui.

Já imaginou usar o PayPal como banco principal? Receber salário, fazer Pix (ou o equivalente de lá), pegar empréstimo, tudo na mesma plataforma que você já usa para comprar coisas online?

É um caminho que outras empresas de tecnologia já estão seguindo. Lembra quando o Mercado Livre lançou o Mercado Pago e depois virou quase um banco? É mais ou menos por aí.

O futuro dos bancos digitais

Essa história toda mostra uma tendência clara: a linha entre empresas de tecnologia e bancos está ficando cada vez mais fina. Empresas que nasceram para fazer pagamentos online agora querem oferecer todos os serviços de um banco completo.

Para o consumidor e para os pequenos negócios, isso pode ser ótimo. Mais opções geralmente significam preços melhores e serviços mais inovadores. Mas também exige atenção: é importante que essas novas empresas sigam as regras de segurança e proteção que os bancos tradicionais seguem.

De qualquer forma, é um movimento que vale acompanhar. O jeito como lidamos com dinheiro está mudando rápido, e o PayPal quer estar na linha de frente dessa transformação.

Vamos ver se os reguladores americanos aprovam o pedido. Se aprovarem, pode ter certeza que outras empresas vão seguir o mesmo caminho. E quem sabe, em breve, a gente não está falando de bancos digitais totalmente novos dominando o mercado?

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Perguntas Frequentes

1. O PayPal já não funciona como um banco?

Na prática, parece, mas legalmente não. O PayPal é uma empresa de pagamentos. Ele pode processar transações e guardar seu dinheiro, mas não pode fazer tudo que um banco faz. Por exemplo, não pode oferecer empréstimos diretamente sem parceiros bancários, nem contas de poupança com garantia do governo.

2. Quando o PayPal vai virar banco de fato?

Ainda não tem data definida. O pedido foi enviado e agora precisa passar pela análise dos órgãos reguladores americanos. Esse processo pode levar meses ou até mais de um ano. Depende de quanta burocracia tiver pela frente e se tudo estiver nos conformes.

3. Isso vai mudar alguma coisa para quem usa PayPal no Brasil?

Por enquanto, não. Essa mudança é só para os Estados Unidos. Mas se der certo por lá, o PayPal pode tentar fazer algo parecido em outros países no futuro. Aí sim poderia chegar até nós.

4. Quais empresas de criptomoedas também querem virar banco?

Várias estão na fila! Circle (que criou a stablecoin USDC), Ripple Labs (do token XRP), BitGo, Paxos e a Fidelity Digital Assets receberam aprovações preliminares recentemente. Cada uma quer oferecer serviços bancários ligados ao universo cripto.

5. Por que tantas empresas querem virar banco agora?

Dois motivos principais: primeiro, o governo Trump está mais aberto a aprovar esses pedidos do que o governo anterior. Segundo, virar banco dá muito mais liberdade para oferecer serviços financeiros sem depender de parceiros. É mais autonomia e menos custos.

6. O PayPal vai aceitar criptomoedas se virar banco?

O PayPal já aceita algumas criptomoedas na plataforma atual. Mas virando banco, ele poderia expandir esses serviços. Não está claro ainda se vão focar nisso ou se vão priorizar os serviços bancários tradicionais mesmo.

7. Meu dinheiro ficaria mais seguro no PayPal Bank?

Em tese, sim. Com a licença bancária completa, os depósitos passariam a ter garantia da FDIC (equivalente ao nosso FGC). Isso significa que se o banco quebrar, você recebe seu dinheiro de volta até um certo limite. Hoje, o PayPal não oferece essa proteção nos EUA.

8. Qual a diferença entre o que o PayPal quer e o que as empresas de cripto querem?

O PayPal quer focar em empréstimos e captação de depósitos – serviços bancários tradicionais. Já as empresas de cripto querem oferecer custódia de ativos digitais, pagamentos com criptomoedas e gerenciamento de carteiras digitais. Públicos e objetivos diferentes.

9. Os bancos tradicionais não vão reclamar disso?

Já estão reclamando! Eles argumentam que empresas de tecnologia deveriam seguir as mesmas regras rígidas que eles seguem. Tem uma discussão rolando sobre concorrência justa e segurança do sistema financeiro. Mas por enquanto, o governo está deixando essa concorrência acontecer.

10. Quanto o PayPal pretende emprestar para pequenas empresas?

O PayPal não divulgou valores específicos ainda. Mas a ideia é aumentar bastante a capacidade de empréstimo que eles já têm hoje. Atualmente, eles emprestam através de parceiros bancários. Virando banco, poderiam multiplicar esses valores.

11. A Sony e a Nissan também querem virar banco?

Sim! A divisão financeira da Nissan e o grupo Sony também entraram com pedidos para obter licenças bancárias nos Estados Unidos. Não são só empresas de internet e cripto nessa corrida. Gigantes de outros setores também viram oportunidade.

12. O que é exatamente essa licença que o PayPal está pedindo?

É uma licença de “industrial loan company” no estado de Utah. Basicamente, permite que a empresa opere como banco, mas com algumas particularidades. É um tipo de licença que empresas não-bancárias costumam buscar quando querem entrar no mercado financeiro.

13. Quem é Mara McNeill que vai comandar o banco?

Ela foi CEO da divisão de financiamento da Toyota nos Estados Unidos. Tem bastante experiência com crédito, empréstimos e operações bancárias no setor automotivo. O PayPal escolheu alguém com bagagem em finanças tradicionais para tocar o projeto.

14. Isso significa o fim dos bancos tradicionais?

Calma, não é pra tanto! Os bancos tradicionais ainda são gigantes e não vão desaparecer. Mas sim, eles vão ter que se modernizar e competir de verdade com essas empresas de tecnologia. É bom para nós, consumidores, porque mais concorrência geralmente significa melhores serviços e preços.

Fonte: CoinMarketCap

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