Wall Street muda de ideia sobre o Bitcoin: entenda o que está acontecendo
Sabe aquela sensação de quando você estava super animado com algo e de repente começam a surgir dúvidas? É mais ou menos isso que está rolando com o Bitcoin agora. Os grandes bancos de Wall Street, aqueles gigantes que movimentam trilhões de dólares, estão revisando suas apostas sobre o preço da criptomoeda mais famosa do mundo. E não para cima, não. Eles estão baixando as expectativas.
Vamos entender direitinho o que está acontecendo, por que isso importa e o que pode vir pela frente.
Principais Conclusões
O que mudou nas previsões dos grandes bancos

Imagina você planejando uma viagem achando que vai economizar uma grana, mas aí descobre que os preços subiram e você precisa ajustar o orçamento. Foi meio assim que aconteceu com os analistas financeiros e o Bitcoin.
A Cathy Wood, que é uma investidora super conhecida lá fora e comanda a empresa Ark Invest, tinha uma previsão bem otimista: ela achava que o Bitcoin chegaria a US$ 1,5 milhão até 2030. Parece loucura, né? Mas agora ela mudou de ideia e reduziu essa previsão para US$ 1,2 milhão. Ainda é muito dinheiro, claro, mas mostra que até os mais empolgados estão pisando no freio.
E não foi só ela. O Standard Chartered, um banco britânico gigante, estava apostando que o Bitcoin bateria US$ 300 mil em 2026. Sabe o que eles fizeram? Cortaram essa previsão pela metade. Isso mesmo: agora esperam “apenas” US$ 150 mil. É como se você esperasse ganhar um carro zero e dissessem que na verdade vai ser um usado.
O Citi, outro banco que todo mundo conhece, também entrou na dança. Eles baixaram a previsão de 12 meses de US$ 181 mil para US$ 143 mil. Pode parecer detalhe, mas quando a gente fala de Bitcoin, cada dólar faz diferença para quem investe.
Não precisa ser especialista: Bitcoin e Blockchain
Por que todo mundo está mudando de opinião?
A resposta está do outro lado do mundo, no Japão. E tem a ver com algo chamado taxa de juros.
Deixa eu explicar de um jeito simples: quando um banco central aumenta os juros, basicamente fica mais “caro” pegar dinheiro emprestado. E quando isso acontece, investidores tendem a tirar dinheiro de investimentos mais arriscados (como criptomoedas e ações) e colocar em lugares mais seguros (como títulos do governo).
O Banco Central do Japão (que eles chamam de BOJ) anunciou recentemente que ia aumentar as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. Parece pouco, mas não é. Esse movimento aconteceu poucos dias depois dos Estados Unidos terem feito o movimento contrário e baixado suas taxas.
Essa combinação meio maluca criou uma situação complicada no mercado global. É tipo quando você está jogando videogame e de repente mudam as regras no meio da partida.
O tal do “carry trade” japonês
Aqui entra um conceito que parece complicado mas vou simplificar. Durante anos, investidores do mundo todo pegavam dinheiro emprestado no Japão (onde os juros eram baixíssimos, quase zero) e investiam em outros lugares com retorno melhor, incluindo Bitcoin e outras criptos.
Esse esquema tem um nome chique: “yen carry trade”. Basicamente, você pega emprestado em ienes japoneses e investe em dólares, euros, Bitcoin, o que for.
Mas quando o Japão aumenta os juros, esse jogo fica menos vantajoso. De repente, pode fazer mais sentido devolver o dinheiro e parar com a brincadeira. E quando isso acontece em massa, o mercado sente o impacto.
É por isso que os bancos estão ajustando suas previsões. Eles enxergam menos dinheiro circulando no mercado de criptomoedas no futuro próximo.
Mas o Bitcoin reagiu de forma estranha
Aqui é onde a história fica interessante. Todo mundo esperava que quando o Banco do Japão anunciasse o aumento dos juros, o Bitcoin caísse de preço. Faz sentido, né? Menos dinheiro barato circulando significa menos gente comprando ativos de risco.
Só que aconteceu o contrário.
No mesmo dia do anúncio, o Bitcoin subiu. Isso mesmo, subiu! Chegou a passar dos US$ 98 mil depois de ter caído para menos de US$ 96 mil na quinta-feira anterior. Foi tipo aquele momento em que você acha que vai chover e sai de casa com guarda-chuva, mas o dia fica ensolarado.
Existem duas explicações para isso. A primeira é que o mercado já esperava essa alta dos juros há tempos, então o preço do Bitcoin já tinha caído antes justamente por causa dessa expectativa. Quando a notícia finalmente saiu, alguns investidores pensaram: “Pronto, o pior já passou” e voltaram a comprar.
A segunda explicação é mais cética: pode ser uma “fake”, uma subida falsa antes de uma queda maior. Sabe quando você pula antes de cair na piscina? Pode ser algo assim.

O que mostram os números das corretoras
Uma forma de entender o humor dos investidores é olhar para quanto Bitcoin está guardado nas corretoras de criptomoedas. É tipo checar quantas pessoas estão na fila do caixa eletrônico: se tem muita gente sacando, algo pode estar errado.
Entre os dias 11 e 18 de dezembro, a quantidade de Bitcoin nas exchanges (as corretoras de cripto) aumentou bastante. Isso geralmente significa que as pessoas estavam se preparando para vender, colocando suas moedas nas plataformas de negociação.
Mas nos últimos dois dias, a tendência se inverteu. O Bitcoin começou a sair das corretoras novamente, o que sugere que alguns investidores estão tirando suas moedas para guardar em carteiras próprias. Quando isso acontece, normalmente é sinal de que a galera está pensando em segurar a moeda no longo prazo, não em vender rapidinho.
É como quando você tira dinheiro da conta corrente e guarda em casa ou em um investimento de longo prazo. Você não está planejando gastar logo.
Os tubarões estão divididos
Quando a gente fala de “baleias” no mundo das criptomoedas, estamos falando dos grandes investidores, aqueles que têm milhões ou até bilhões em Bitcoin. E sabe o que está rolando com eles? Estão divididos.
Alguns estão comprando, outros estão vendendo. Não tem consenso. É tipo quando você pergunta para um grupo de amigos onde ir jantar e cada um quer um lugar diferente.
Essa falta de acordo entre os grandes jogadores mostra que ninguém tem certeza do que vem pela frente. E isso aumenta a incerteza no mercado todo.
Os bancos institucionais, aqueles que movimentam fundos de investimento gigantes, também estão nessa dúvida. Por isso mesmo baixaram suas previsões: estão sendo mais cautelosos, esperando para ver o que acontece.
E os ETFs de Bitcoin?
Para quem não conhece, ETF é tipo um fundo de investimento que você pode comprar na bolsa de valores, igualzinho a uma ação. Recentemente, os Estados Unidos aprovaram ETFs de Bitcoin, o que foi uma baita novidade porque permitiu que investidores tradicionais colocassem dinheiro em cripto sem precisar entender de carteiras digitais e chaves privadas.
Esses ETFs são importantes porque mostram o interesse institucional no Bitcoin. Quando eles compram muito, é sinal de otimismo. Quando param de comprar ou vendem, é sinal de cautela.
Nos próximos dias, observar o movimento desses ETFs vai ser crucial. Se eles começarem a comprar agressivamente, pode ser sinal de que uma recuperação está vindo. Se fizerem o contrário, prepara que pode cair mais.
O que significa tudo isso para quem investe em cripto?
Olha, vou ser sincero com você: estamos em um momento de incerteza. As previsões foram revisadas para baixo, mas continuam positivas. Ninguém está dizendo que o Bitcoin vai despencar para US$ 10 mil ou algo assim. Os bancos ainda acreditam que a moeda vai valorizar, só que menos do que achavam antes.
Para investidores brasileiros, tem um detalhe extra: quando o dólar sobe (e ele tem subido), o Bitcoin em reais costuma subir também, mesmo que o preço em dólares não mude tanto. Então a volatilidade do câmbio entra nessa equação.
Se você está pensando em investir, vale lembrar aquela regra de ouro: nunca coloque dinheiro que você não pode perder em ativos de risco como criptomoedas. E diversifique. Não ponha todos os ovos na mesma cesta.
A calma antes da tempestade?
Tem uma expressão que o pessoal do mercado financeiro adora usar: “a calma antes da tempestade”. Essa pequena alta do fim de semana pode ser exatamente isso.
Por um lado, pode ser que o pior realmente já tenha passado. O Japão já aumentou os juros, o mercado já ajustou, e agora é só seguir em frente com uma nova realidade de menos liquidez (menos dinheiro circulando) mas ainda com crescimento.
Por outro lado, pode ser que estejamos apenas no começo de uma correção maior. O aumento dos juros no Japão pode ter efeitos em cascata que vão demorar semanas ou meses para se manifestar completamente.
Ninguém tem uma bola de cristal. Se tivesse, já teria ficado rico, né?
O contexto brasileiro
Aqui no Brasil, a gente tem nossos próprios desafios econômicos. A Selic, nossa taxa básica de juros, está em patamar alto, o que também influencia onde as pessoas colocam dinheiro. Com juros altos, investimentos mais conservadores como Tesouro Direto e CDBs ficam mais atrativos.
Mesmo assim, o interesse por criptomoedas tem crescido no país. Cada vez mais brasileiros estão comprando Bitcoin, seja por acreditar na tecnologia, seja como proteção contra a inflação, seja simplesmente apostando numa valorização futura.
As corretoras brasileiras de cripto têm visto crescimento no número de usuários, mesmo com toda essa volatilidade. O brasileiro é criativo e busca alternativas, ainda mais em tempos de incerteza econômica.
Para começar hoje com segurança: Relatório Smart: 25 Criptomoedas para o Ciclo de Alta Por Adriano Serafim
Lições que podemos tirar
Primeira lição: o mercado de criptomoedas é altamente interconectado com a economia global. O que acontece no Japão, nos Estados Unidos ou na Europa afeta diretamente o preço do Bitcoin. Não dá para olhar cripto como algo isolado.
Segunda lição: até os especialistas erram. Os mesmos bancos que estão revisando suas previsões agora foram os que fizeram previsões otimistas há poucos meses. Isso mostra que o mercado é difícil de prever e que devemos sempre ter cautela.
Terceira lição: volatilidade faz parte do jogo. Se você não aguenta ver seu investimento cair 10% ou 20% em uma semana, talvez criptomoedas não sejam para você. E tudo bem! Cada pessoa tem um perfil de investidor diferente.

E agora, o que esperar?
Os próximos meses serão decisivos. Se o Bitcoin conseguir se manter acima dos US$ 95 mil e voltar a subir gradualmente, pode ser sinal de que os mercados estão se estabilizando na nova realidade de juros mais altos no Japão.
Se cair abaixo dos US$ 75 mil, aí sim podemos estar diante de uma correção mais forte, e as previsões podem ser revisadas novamente para baixo.
O que vai definir isso? Vários fatores: a política monetária dos Estados Unidos, o que a China vai fazer (eles também influenciam muito o mercado), a adoção de Bitcoin por mais empresas e governos, regulamentações que podem vir ou não…
É muita variável para considerar. Por isso o mercado está tão incerto agora.
Vale a pena investir em Bitcoin ainda?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Literalmente.
A resposta honesta é: depende. Depende do seu perfil, dos seus objetivos, do seu horizonte de tempo e da sua tolerância a risco.
Se você acredita na tecnologia blockchain e no potencial do Bitcoin como reserva de valor no longo prazo (tipo ouro digital), então as oscilações de curto prazo podem não importar tanto. Você está apostando numa valorização daqui a 5, 10 anos.
Se você está buscando lucro rápido, surfando ondas de alta e baixa, então precisa estar muito atento aos movimentos do mercado e ter estômago para aguentar a montanha-russa.
De qualquer forma, se for investir, faça com responsabilidade. Estude antes, entenda os riscos, comece com valores pequenos e nunca invista dinheiro que você precisa no curto prazo para pagar contas ou emergências.
O papel da especulação
Não dá para falar de Bitcoin sem mencionar a especulação. Grande parte do movimento de preços da moeda vem de gente apostando na alta ou na baixa, não necessariamente de gente usando o Bitcoin para comprar coisas ou como meio de pagamento.
Isso torna o ativo mais volátil, mais imprevisível. É diferente de investir em ações de uma empresa sólida que produz produtos e gera lucro. O Bitcoin não “produz” nada no sentido tradicional. Seu valor vem da confiança das pessoas nele e da adoção que ele consegue.
Por isso eventos macroeconômicos, como esse lance dos juros japoneses, têm impacto tão forte. Porque mexem com o apetite dos investidores por risco. E quando o apetite diminui, o preço cai.
Concluindo
Estamos vivendo um momento interessante no mercado de criptomoedas. Wall Street está mais cautelosa, revisando suas previsões para baixo. O Japão mudou sua política monetária e isso criou ondas. O Bitcoin reagiu de forma inesperada, mas ainda há muita incerteza sobre o que vem pela frente.
Para quem investe ou pensa em investir, a mensagem é clara: cautela e paciência. O mercado está se ajustando a uma nova realidade econômica global. Isso pode levar tempo.
As previsões ainda são positivas para o longo prazo, mesmo que menos otimistas do que antes. Os grandes bancos ainda acreditam que o Bitcoin vai valer mais no futuro do que vale hoje. Só que estão sendo mais realistas sobre quanto e quando.
Se você está nessa jornada cripto, mantenha a calma, continue estudando e não deixe o pânico ou a euforia guiarem suas decisões. O mercado vai continuar oscilando, vai ter dias bons e dias ruins, mas no fim das contas, quem tem estratégia e disciplina costuma se dar melhor.
E lembra: isso aqui não é conselho de investimento, tá? É só uma análise do que está rolando no mercado para você entender melhor o cenário. Sempre consulte um profissional certificado antes de tomar decisões financeiras importantes.
O jogo continua, e vai ser interessante ver como essa história se desenrola nos próximos meses.
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Perguntas Frequentes
1. Por que Wall Street está reduzindo as previsões do Bitcoin agora?
Principalmente por causa do aumento dos juros no Japão e mudanças na liquidez global. Os bancos estão sendo mais cautelosos porque haverá menos dinheiro “barato” circulando no mercado, o que geralmente afeta ativos de risco como criptomoedas.
2. O que é o “yen carry trade” e por que isso importa para o Bitcoin?
É quando investidores pegam dinheiro emprestado no Japão (onde os juros eram baixíssimos) e investem em outros lugares, incluindo Bitcoin. Com o Japão aumentando os juros, esse esquema fica menos vantajoso, o que pode reduzir o dinheiro indo para criptomoedas.
3. O Bitcoin ainda é um bom investimento mesmo com as previsões mais baixas?
Depende do seu perfil e objetivos. As previsões continuam positivas para o longo prazo, só que menos otimistas. Se você acredita no potencial da tecnologia e tem paciência, pode ainda fazer sentido. Mas sempre invista apenas o que pode perder.
4. Quanto o Bitcoin está valendo agora?
No momento da análise, o Bitcoin estava sendo negociado acima de US$ 98 mil, depois de ter caído para menos de US$ 96 mil. Mas esse valor muda constantemente, então sempre confira o preço atual antes de qualquer decisão.
5. O que significa quando o Bitcoin sai das corretoras?
Geralmente é sinal positivo. Quando investidores tiram Bitcoin das exchanges para guardar em carteiras próprias, isso indica que planejam segurar a moeda no longo prazo, não vender rapidamente. É tipo tirar dinheiro da poupança para um investimento de prazo maior.
6. Os ETFs de Bitcoin são seguros?
ETFs regulados nos Estados Unidos são mais seguros do que comprar Bitcoin diretamente, pois você não precisa se preocupar com carteiras digitais e chaves privadas. Mas eles ainda seguem a volatilidade do Bitcoin, então o risco de oscilação de preço continua.
7. Como a situação econômica do Brasil afeta meu investimento em Bitcoin?
A Selic alta torna investimentos tradicionais mais atrativos, o que pode tirar dinheiro das criptos. Além disso, a variação do dólar impacta diretamente: quando o dólar sobe, o Bitcoin em reais tende a subir também, mesmo que o preço em dólares não mude.
8. É melhor investir em Bitcoin agora ou esperar cair mais?
Ninguém consegue prever o momento perfeito. Uma estratégia comum é fazer aportes mensais fixos (chamado de “dollar-cost averaging”), comprando regularmente independente do preço. Assim você pega médias ao longo do tempo e não tenta acertar o timing.
9. Quanto preciso para começar a investir em Bitcoin?
No Brasil, você pode começar com valores bem baixos, às vezes a partir de R$ 10 ou R$ 20 em algumas corretoras. Não precisa comprar um Bitcoin inteiro (que custaria centenas de milhares de reais). Você pode comprar frações bem pequenas.
10. O Bitcoin pode voltar a subir para US$ 100 mil?
Pode sim. Muitos analistas ainda acreditam nisso, apesar das previsões revisadas. A questão é quando e em que contexto. Se a economia global melhorar e mais dinheiro voltar para ativos de risco, é possível ver o Bitcoin subindo novamente.
11. Qual a diferença entre Bitcoin e outras criptomoedas?
O Bitcoin foi a primeira criptomoeda e é a mais conhecida e valiosa. Ele funciona principalmente como reserva de valor, tipo ouro digital. Outras criptos como Ethereum têm funções diferentes, como contratos inteligentes. Bitcoin é geralmente considerado menos arriscado que as demais.
12. Devo vender meu Bitcoin agora com essas notícias ruins?
Depende da sua estratégia. Se você investiu pensando no longo prazo e nada mudou nos seus objetivos, não há razão para vender por pânico. Mas se você precisa do dinheiro ou está perdendo o sono com a volatilidade, pode fazer sentido reduzir sua exposição.
13. Como funciona a tributação de Bitcoin no Brasil?
A Receita Federal considera criptomoedas como ativos. Vendas acima de R$ 35 mil por mês são tributadas em 15% a 22,5% sobre o lucro. Você precisa declarar no Imposto de Renda e pagar mensalmente via DARF quando vender com lucro acima desse limite.
14. É arriscado deixar Bitcoin nas corretoras brasileiras?
Existe algum risco sim, porque a corretora pode ser hackeada ou ter problemas. Por isso investidores experientes recomendam guardar grandes quantidades em carteiras próprias (cold wallets). Mas para começar e valores menores, corretoras reguladas e conhecidas são geralmente seguras.
Fonte: The Coin Republic
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