Bolsa dispara de novo

Bolsa dispara de novo: Ibovespa bate recorde e se aproxima dos 184 mil pontos

Sabe aquele ditado de que “quando a coisa tá boa, fica ainda melhor”? Pois é exatamente isso que está acontecendo com a Bolsa de valores brasileira neste começo de 2026. Depois de uma queda tímida na segunda-feira – tão pequena que mal deu para sentir -, o Ibovespa voltou com tudo nesta terça-feira e mostrou que não está para brincadeira.

E olha, não foi uma alta qualquer não. O principal índice da Bolsa brasileira não só ultrapassou os 181 mil pontos pela primeira vez na história, como foi além: bateu nos 182 mil e, no auge do dia, chegou a incríveis 183.359,56 pontos. Sim, você leu certo. É o maior patamar de todos os tempos.

No fechamento, o ímpeto diminuiu um pouco, mas mesmo assim o Ibovespa encerrou o pregão com uma alta de 1,79%, marcando 181.919,13 pontos. Pode até parecer “só” isso, mas representa um ganho de mais de 3.198 pontos em relação à abertura do dia. Nada mal, né?

Uma sequência impressionante que não para de surpreender

Bolsa dispara de novo Ibovespa bate recorde e se aproxima dos 184 mil pontos
Bolsa dispara de novo Ibovespa bate recorde e se aproxima dos 184 mil pontos

Talvez você esteja pensando: “de novo essa história de recordes?”. E eu entendo. Mas a verdade é que ninguém está conseguindo segurar esse Ibovespa de 2026. Desde o começo do ano, lá no dia 2 de janeiro, até o pico de hoje, o índice ganhou mais de 22 mil pontos. Isso representa uma valorização de aproximadamente 13% em apenas 18 pregões.

Fazendo as contas rápidas, dá quase 1% de média por dia de negociação. É muita coisa acumulada em pouco tempo.

Dos 18 dias de pregão neste ano, foram apenas seis quedas contra 12 altas. E tem mais: o índice atingiu máximas históricas em sete ocasiões diferentes e renovou o maior patamar de fechamento outras sete vezes. Ou seja, praticamente metade dos dias do ano até agora foram de comemoração para quem está investido na Bolsa.

Mas calma que ainda tem espaço para crescer. Especialistas apontam que ainda existem ações baratas na Bolsa brasileira, o que pode significar novas oportunidades de valorização pela frente.

Para entender gráficos e indicadores: Os 8 Padrões Mais Assertivos do Mercado Por Felipe Trader

O real também está dando as caras

E não são só as ações que estão indo bem. O real brasileiro também tem mostrado força. Nesta terça-feira, o dólar comercial recuou 1,41% e fechou cotado a R$ 5,206. Mas o destaque vai para a mínima do dia: a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,199.

Sabe o que isso significa? É o menor valor desde 31 de maio de 2024. Ou seja, faz uns 20 meses que o dólar não ficava tão barato em relação ao real. Para quem estava planejando aquela viagem internacional ou pensando em comprar produtos importados, pode ser uma boa notícia.

Além disso, os DIs – aqueles juros futuros que o pessoal do mercado fica de olho – caíram pelo quarto dia seguido. Quando você junta tudo isso – Bolsa em alta, dólar caindo e juros futuros recuando -, forma-se o que os analistas chamam de “triângulo de boas notícias” para os mercados financeiros.

O banco Santander destacou que o sentimento atual em relação aos mercados emergentes é o mais positivo dos últimos anos. E adivinhe quem está entre os principais destinos preferidos dos investidores globais? Isso mesmo, o Brasil.

O dinheiro estrangeiro está chegando por aqui, e isso ajuda a explicar toda essa empolgação com a Bolsa. Mas nem tudo são flores. Depois de tanta valorização em pouco tempo, alguns investidores estão ficando mais cautelosos. Afinal, quando as coisas sobem muito rápido, é natural que surja aquele receio de uma possível correção.

O grande gatilho que todo mundo está esperando são os juros. Mais especificamente, o primeiro corte efetivo da taxa Selic. A maioria dos analistas espera que esse movimento comece em março. Mas tem gente que acha que pode ser até antes disso.

A inflação deu uma acalmada

Amanhã mesmo, o Banco Central divulga a decisão sobre a taxa de juros, após dois dias de reuniões que começaram hoje. E aqui está uma informação interessante: o Bank of America acredita que o BC já tem condições de começar a cortar a Selic nesta quarta-feira.

Um dos motivos para esse otimismo? A desaceleração da inflação. Nesta manhã saiu o IPCA-15 de janeiro, que é aquela prévia da inflação mensal, e o resultado veio abaixo do esperado. Boas notícias, certo?

Bem, mais ou menos. Nem todos os analistas estão totalmente convencidos. Como explicou Matheus Pizzani, economista do PicPay, o resultado mais ameno não deve ser confundido com uma situação completamente tranquila. A inflação de alimentos, por exemplo, que vinha caindo há sete meses consecutivos, voltou a subir em janeiro (0,21%).

Pablo Spyer, conselheiro da ANCORD, também alertou que “os núcleos seguem resilientes”. Em outras palavras: serviços e produtos industrializados continuam mostrando pressão inflacionária. Então, apesar do número positivo, ainda é preciso cautela.

O que está acontecendo lá fora

Não é só aqui no Brasil que as coisas estão movimentadas. Lá na Europa, as Bolsas fecharam majoritariamente em alta. Nos Estados Unidos, o Nasdaq e o S&P 500 se beneficiaram dos balanços corporativos do último trimestre de 2025.

A expectativa agora está toda voltada para quinta-feira (29), quando gigantes da tecnologia como Apple, Meta e Microsoft divulgam seus resultados. Essas “big techs” têm um peso enorme no mercado, então seus números podem mexer com tudo.

Adam Parker, fundador e CEO da Trivariate Research, comentou à CNBC que a principal preocupação do momento é a temporada de balanços. “Temos 200 empresas divulgando seus resultados nas próximas duas semanas e, até agora, tudo bem”, disse ele.

A grande questão, segundo Parker, é se as empresas conseguirão manter o ritmo de crescimento até abril, quando divulgam as projeções para o segundo semestre. Ele acredita que sim, mas o mercado fica sempre de olho.

Diplomacia também entrou em cena

Mesmo com toda a atenção voltada para os balanços corporativos, sobrou um olhar para a diplomacia. O presidente Lula se reuniu com Emmanuel Macron, presidente da França, em uma conversa que durou bastante tempo.

Os dois líderes, embora tenham visões ideológicas diferentes em vários aspectos, mantêm uma boa relação. O objetivo principal do encontro foi tentar destravar o acordo entre Mercosul e União Europeia, que está parado há tempos e pode trazer benefícios comerciais importantes para o Brasil.

Vale sobe forte e recupera perdas

Voltando ao mercado brasileiro, o destaque do dia ficou com a Vale (VALE3). Depois de perder um pouco de força na segunda-feira, as ações da mineradora se recuperaram com sobras: subiram 2,20%.

E olha que curioso: essa alta aconteceu mesmo com o minério de ferro caindo do outro lado do mundo. Mostra a força que a ação está tendo no momento.

Vale lembrar que a Vale já acumula uma alta de 10,6% só em janeiro e mais de 27% nos últimos seis meses. Esse desempenho vem sendo impulsionado pelo avanço do preço do minério de ferro e também pela entrada de dinheiro estrangeiro nas principais ações brasileiras.

Mas nem tudo é perfeito. Há sinais de alerta para quem investe na mineradora, principalmente por causa da suspensão das operações nas minas Fábrica e Viga. Isso pode ter impacto na produção futura, então é bom ficar atento.

Petrobras também subiu no dia

A Petrobras (PETR4) também teve um dia positivo, com alta de 2,18%. Na segunda-feira, a estatal havia reduzido os preços da gasolina. Hoje, foi a vez do gás natural ficar mais barato.

Além disso, circulam notícias de que a Petrobras estaria de olho no mercado venezuelano, o que pode abrir novas oportunidades de negócios para a empresa. Os investidores gostaram da movimentação e isso ajudou a impulsionar as ações.

Bancos dispararam com expectativa de corte na Selic

Se tem um setor que adorou a notícia de uma inflação mais controlada, esse setor foi o bancário. A possibilidade de corte na Selic animou os investidores, e todos os grandes bancos tiveram altas robustas.

O Banco do Brasil (BBAS3) teve o desempenho mais tímido do grupo, mas ainda assim ganhou 1,19%. Bradesco (BBDC4) avançou 2,63%, Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 2,65% e Santander (SANB11) liderou com alta de 3,18%.

A B3 (B3SA3), que é a própria Bolsa de valores, também se beneficiou do bom momento e terminou o dia com valorização de 3,06%.

Outras empresas que se destacaram

Hapvida (HAPV3) ganhou 2,06%, mesmo em um dia em que anunciou a rescisão de um contrato de compra de hospital. A Embraer (EMBJ3) continua em seu “voo de cruzeiro” e acumulou mais 1,00% de alta.

A Smartfit (SMFT3) se fortaleceu com alta de 2,88%. Um banco começou a cobrir a ação e recomendou compra, o que sempre ajuda a atrair novos investidores interessados.

A SuperQuarta que vem por aí

Amanhã não é um dia qualquer. É o que o mercado chama de “SuperQuarta”. Sabe por quê? Porque duas das principais autoridades monetárias do mundo decidem sobre suas taxas de juros.

Na parte da tarde, o Federal Reserve, que é o banco central americano, divulga sua decisão. E aqui tem uma situação curiosa: o presidente Donald Trump está pressionando publicamente por uma redução nos juros americanos. Ele tem sido bem vocal sobre isso.

Só que o mercado não acredita que o Fed vá ceder a essa pressão. A projeção majoritária é de manutenção da taxa no patamar atual. Trump pode ficar frustrado, mas os banqueiros centrais costumam ser mais técnicos nessas decisões.

E a Selic brasileira?

Já aqui no Brasil, a decisão sobre a Selic será divulgada após o fechamento do mercado. Ou seja, só vamos ver os reflexos na Bolsa na quinta-feira.

O comunicado que acompanha a decisão é sempre muito importante. Às vezes, o que o Banco Central diz sobre o futuro é até mais relevante do que a decisão em si. Os investidores vão ler cada vírgula, tentando entender qual será o próximo passo da autoridade monetária.

A expectativa geral é de manutenção da taxa, mas como vimos, há quem acredite que o BC já poderia começar a cortar os juros amanhã mesmo.

O que esperar dos próximos dias

Hoje foi dia de calmaria relativa, apesar de todos os recordes. Amanhã, com as duas decisões sobre juros, tudo pode acontecer. A volatilidade pode aumentar, especialmente se alguma das decisões vier diferente do esperado.

E novos recordes? Por que não? O Ibovespa mostrou que está em um momento de força impressionante. Claro que nada sobe eternamente, e em algum momento pode haver uma correção. Mas, pelo menos por enquanto, o cenário segue favorável.

Os investidores estrangeiros continuam chegando, a inflação deu sinais de arrefecimento, e a expectativa de corte nos juros mantém o otimismo. Enquanto esses fatores se mantiverem alinhados, a tendência é de continuidade desse bom momento.

Vale lembrar que investir na Bolsa sempre envolve riscos, e o passado não é garantia de resultados futuros. Mas não dá para negar: quem está investido está vendo o patrimônio crescer de forma consistente neste início de ano.

O importante agora é acompanhar de perto as decisões de amanhã e ver como o mercado vai reagir. Pode ser que a festa continue, ou pode ser que venha aquela pausa para respirar. De qualquer forma, 2026 está sendo, até agora, um ano para ficar na memória dos investidores brasileiros.

Informação atual faz diferença, e o BlockNexo sabe disso.

Perguntas Frequentes

1. O que é o Ibovespa?

O Ibovespa é o principal índice da Bolsa de valores brasileira. Pensa nele como um termômetro que mostra como está a saúde das maiores empresas do país. Ele reúne as ações mais negociadas na B3 e serve como referência para saber se a Bolsa está subindo ou caindo.

2. Por que o Ibovespa está batendo tantos recordes em 2026?

São vários fatores juntos: entrada de dinheiro estrangeiro no Brasil, expectativa de corte nos juros, inflação mostrando sinais de controle e otimismo com a economia brasileira. Quando tudo isso se alinha, o resultado é esse: recordes atrás de recordes.

3. Qualquer pessoa pode investir na Bolsa de valores?

Sim! Hoje em dia ficou bem mais fácil. Você precisa abrir conta em uma corretora de valores, transferir dinheiro e começar a comprar ações. Muitas corretoras nem cobram taxa de corretagem para pessoa física. Mas é importante estudar antes de começar.

4. Quanto dinheiro preciso para começar a investir em ações?

Menos do que você imagina. Existem ações que custam poucos reais. Você pode começar com R$ 100, R$ 200 ou o valor que couber no seu bolso. O importante é começar e ir aprendendo aos poucos.

5. O que é a Selic e por que ela importa tanto?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Quando ela está alta, investimentos mais seguros como Tesouro Direto e poupança rendem mais, e as pessoas tiram dinheiro da Bolsa. Quando ela cai, a Bolsa fica mais atrativa. Por isso todo mundo fica de olho nela.

6. O IPCA-15 é a mesma coisa que a inflação oficial?

Quase isso. O IPCA-15 é uma prévia da inflação do mês. Ele sai antes do IPCA cheio e dá uma ideia de como os preços estão se comportando. É tipo um trailer do filme completo que vem depois.

7. Vale a pena investir na Vale mesmo com a suspensão das minas?

Essa é uma decisão individual. A ação está em alta, mas tem esses pontos de atenção. Antes de investir em qualquer empresa, é importante analisar os riscos e não colocar todo o dinheiro em um lugar só. Diversificação é a chave.

8. Por que os bancos sobem quando há expectativa de corte na Selic?

Parece contraditório, né? Mas quando os juros caem, a economia tende a aquecer, as pessoas pegam mais empréstimos, e os bancos lucram mais com crédito. Além disso, com juros baixos, as ações dos bancos ficam mais atrativas comparadas a outros investimentos.

9. O que é essa “SuperQuarta” que o mercado tanto fala?

É quando acontecem decisões importantes sobre juros no mesmo dia. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve decide sobre os juros americanos, e aqui no Brasil, o Banco Central decide sobre a Selic. Como os dois impactam muito o mercado, vira uma “SuperQuarta” cheia de expectativas.

10. Investir em Bolsa é muito arriscado?

Existe risco sim, mas ele pode ser gerenciado. A Bolsa oscila muito, e você pode perder dinheiro no curto prazo. Por isso, só invista dinheiro que você não vai precisar nos próximos anos. E nunca coloque tudo em um lugar só. Espalhe seus investimentos.

11. O que significa quando dizem que o dólar está em R$ 5,20?

Significa que você precisa de R$ 5,20 para comprar um dólar americano. Quanto mais baixo esse número, mais forte está o real. Quando o dólar cai, produtos importados ficam mais baratos, mas nossas exportações podem ficar menos competitivas.

12. Como a política internacional afeta a Bolsa brasileira?

Mais do que você imagina. Tensões geopolíticas, guerras, acordos comerciais, tudo isso mexe com o mercado. O encontro entre Lula e Macron para discutir o acordo Mercosul-UE, por exemplo, pode abrir portas para mais comércio e investimentos.

13. É melhor investir na Bolsa ou em renda fixa?

Depende do seu perfil e objetivos. Renda fixa é mais segura e previsível, ótima para reserva de emergência e metas de curto prazo. A Bolsa pode render mais, mas oscila bastante e é melhor para quem pode esperar anos. O ideal é ter os dois.

14. Onde posso aprender mais sobre investimentos?

Tem muito conteúdo gratuito na internet: canais no YouTube, cursos online, sites especializados. As próprias corretoras oferecem conteúdo educativo. Comece devagar, estude bastante antes de arriscar seu dinheiro, e nunca pare de aprender. O mercado está sempre mudando.

Fonte: InfoMoney

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