Ibovespa cai no último dia de fevereiro, mas fecha o mês com alta de 4%
A inflação surpreendeu, o dólar recuou e a bolsa brasileira acumulou sete meses seguidos de ganhos. Entenda o que aconteceu com seus investimentos neste mês agitado.
Olha, todo mundo que acompanha a bolsa de valores de vez em quando sabe que tem dias que o mercado simplesmente não colabora. E foi exatamente isso que aconteceu nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. O Ibovespa – que é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3 – terminou o pregão em queda de 1,16%, fechando em 188.786,98 pontos.
Mas calma. Antes de você entrar em desespero ou achar que o mundo está acabando, tem uma coisa importante a entender: quem olhou o mês inteiro, em vez de só o último dia, viu um resultado bem diferente. No acumulado de fevereiro, o Ibovespa subiu 4,09%. Não é aquele salto histórico de 12,56% que vimos em janeiro – que foi, aliás, o melhor mês da bolsa desde novembro de 2020 -, mas 4% num único mês ainda é bastante coisa. Pra ter uma ideia, a poupança costuma render isso em quase um ano inteiro.
E tem mais: fevereiro marcou o sétimo mês seguido de alta na bolsa brasileira. Sete meses. Isso mostra uma tendência bem sólida de confiança dos investidores no mercado brasileiro. Não é acidente, não. É sinal de algo mais consistente acontecendo por aqui.
Principais Conclusões
Por que o Ibovespa caiu no último dia?

A culpa do tombo desta sexta foi do IPCA-15. Esse nome esquisito é, na prática, uma prévia da inflação brasileira – ou seja, uma estimativa de quanto os preços subiram antes do número oficial ser divulgado. O IBGE (o instituto que mede essas coisas no Brasil) informou que o IPCA-15 de fevereiro avançou 0,84%.
Pode parecer pouco, né? Mas o mercado esperava algo em torno de 0,56%. A diferença entre o esperado e o que veio foi suficiente pra assustar os investidores. No mundo da bolsa, quando a inflação surpreende pra cima, o sinal de alerta acende – porque isso pode significar que os juros vão ficar altos por mais tempo do que o planejado, e isso pesa nas ações.
Em 12 meses, a inflação acumulada pelo IPCA-15 chegou a 4,10% – ainda dentro do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5%, mas bem perto do limite. Qualquer nova aceleração e começa a ficar complicado.
Pra quem não está acostumado com esses termos: a meta de inflação é uma espécie de acordo entre o governo e o Banco Central. O BC se compromete a manter a inflação dentro de uma faixa – no caso, 3% ao ano, com margem de 1,5 ponto pra cima ou pra baixo. Ou seja, a inflação pode ir até 4,5% sem “estourar” a meta. Fevereiro ficou no limite superior dessa margem.
Com linguagem simples e acessível: Os 8 Padrões Mais Assertivos do Mercado Por Felipe Trader
E o dólar, como ficou?
Aqui as notícias foram bem melhores. O dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,1340, com uma quedinha de 0,10% no dia. Mas o que chama atenção é o comportamento ao longo do mês: em fevereiro, o dólar caiu 2,16% frente ao real.
Isso significa que o real valorizou em relação ao dólar. Pra quem viaja pra fora ou compra produtos importados, é uma boa notícia. Pra quem investe em renda variável, também costuma ser um sinal positivo – mostra confiança dos estrangeiros no Brasil.
E por falar em estrangeiros, foi justamente o dinheiro vindo de fora que segurou o Ibovespa durante o mês. Mesmo com a semana terminando no vermelho, o fluxo de capital estrangeiro para as ações brasileiras foi forte, ajudando a puxar o índice para novas máximas históricas ao longo de fevereiro.
Por que os estrangeiros estão apostando no Brasil?
Essa é uma pergunta que muita gente faz, e a resposta envolve um pouco de geopolítica mundial. Sabe quando a situação no exterior fica complicada e as pessoas buscam alternativas mais seguras ou com melhor retorno? É exatamente isso que está acontecendo.
As tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos – com Donald Trump de volta à presidência americana, ameaças ao Irã e ações na Venezuela – fizeram os investidores internacionais olharem com outros olhos para os países emergentes, como o Brasil. Quando o mundo fica mais instável, mercados que antes pareciam arriscados passam a ser vistos como opções interessantes de diversificação.
Além disso, o Brasil tem uma vantagem concreta: os juros. A taxa Selic – que é a nossa taxa básica de juros – está em 15% ao ano. Isso é muito alto comparado com o resto do mundo. Um investidor estrangeiro que aplica dinheiro aqui, mesmo levando em conta o risco cambial, pode ter retornos bem melhores do que nos EUA ou na Europa. Esse diferencial de juros é um ímã de capital externo.
O Banco Central e a Selic: o que vem por aí?
Mas tem uma novidade importante nessa história toda. O Banco Central brasileiro deu sinais claros de que pode começar a cortar os juros na reunião de março de 2026. Isso seria o início do chamado “ciclo de afrouxamento monetário” – ou seja, a Selic começa a cair.
Pra quem tem financiamento de casa, carro ou empresa, isso é muito bom. Juros menores significam parcelas mais baratas. Pra quem investe em renda fixa, pode ser um sinal de que essa festa vai acabar. E pra quem está na bolsa, em geral é positivo – empresas conseguem crédito mais barato, expandem, crescem, e suas ações tendem a subir.
É por isso que o setor de construção civil, por exemplo, foi um dos grandes destaques positivos de fevereiro. Quando os juros caem, o crédito imobiliário fica mais acessível, mais gente consegue financiar imóvel, e as construtoras vendem mais.
As maiores altas do mês na bolsa
🏆 Maiores Altas de Fevereiro
MRV&Co (MRVE3)+27%
Suzano (SUZB3)+destaque
Setor de Construção↑ geral
📉 Maiores Quedas de Fevereiro
Raízen (RAIZ4)-39%
Cogna (COGN3)rebaixada
MRV: a construtora que bombou 27%
A MRV&Co, que opera no mercado de habitação popular – e quem mora em qualquer cidade grande provavelmente já viu um empreendimento com a marca – foi a campeã de valorização no mês, disparando mais de 27%. O motivo? Uma combinação de fatores.
Primeiro, a expectativa de queda de juros favorece diretamente o setor. Segundo, a empresa divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025 e surpreendeu positivamente. A MRV gerou caixa de R$ 145 milhões nas operações brasileiras – acima do que os analistas esperavam. Isso era uma das maiores preocupações do mercado com a empresa, que havia apresentado consumo de caixa nos três trimestres anteriores. Ver esse número virar positivo foi como uma luz verde pra muita gente voltar a comprar as ações.
Suzano: do prejuízo ao lucro em um ano
A Suzano, gigante brasileira de papel e celulose, também brilhou no mês. A empresa reportou lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025. Parece pouco? Compare com o mesmo período de 2024, quando a empresa registrou prejuízo de R$ 6,7 bilhões. Essa virada impressionante agradou muito ao mercado. Grandes bancos como BTG Pactual, XP Investimentos e Itaú BBA elogiaram os resultados.

As maiores quedas: Raízen e Cogna
Nem tudo foi festa, claro. A Raízen (RAIZ4), empresa do setor de energia e etanol – aquela joint venture entre Shell e Cosan que muita gente conhece através dos postos de combustível -, despencou quase 39% em fevereiro. Isso é uma queda brutal.
O problema? A empresa encerrou o último trimestre com uma dívida de R$ 55,3 bilhões e segue apresentando resultados negativos depois de um período agressivo de compras de ativos. O mercado ficou preocupado com o futuro da empresa, e esse medo se refletiu nas ações.
Já a Cogna (COGN3), que atua no setor educacional – dona de marcas como Kroton e Anhanguera -, foi rebaixada pelo Bradesco BBI de “compra” para “neutro”. Em linguagem mais simples: os analistas do banco disseram que não vale mais a pena comprar as ações da empresa agora. O preço-alvo foi reduzido de R$ 4,80 para R$ 4,20. O motivo? A ação já subiu bastante, e os próximos resultados devem ser mais fracos.
O que estava acontecendo lá fora?
O Brasil não existe numa bolha. O que acontece nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia sempre bate aqui de alguma forma. E em fevereiro, o cenário internacional trouxe tanto pontos positivos quanto negativos para os mercados.
Nos EUA, os dados mostraram que os preços ao produtor – uma espécie de inflação “no atacado”, antes de chegar ao consumidor final – subiram 0,5% em janeiro, acima do esperado. A leitura do mercado é que as empresas americanas estão repassando os custos mais altos das tarifas de importação impostas pelo governo Trump. Se isso continuar, a inflação americana pode acelerar nos próximos meses, e o Federal Reserve (o banco central dos EUA) pode demorar mais pra cortar os juros por lá.
As bolsas de Wall Street – a NYSE e a Nasdaq, onde ficam as empresas americanas – fecharam em queda na sexta-feira por conta disso.
Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas europeias, fechou com uma leve alta de 0,11%. Na Ásia, o Nikkei japonês subiu 0,16% e o Hang Seng de Hong Kong avançou 0,95% – resultados misturados, como é comum em dias de incerteza global.
No campo geopolítico, Trump fez declarações polêmicas sobre o Irã, dizendo que não está satisfeito com a posição iraniana em relação ao programa nuclear do país e que “às vezes é necessário” usar força militar. Esse tipo de declaração deixa os mercados em alerta, porque qualquer escalada de conflito no Oriente Médio pode afetar o preço do petróleo e a estabilidade global.
E a política brasileira? Também entrou na conta
Fevereiro também trouxe novidades no campo político nacional. Pesquisas eleitorais divulgadas no mês mostram que a vantagem do presidente Lula (PT) sobre seus adversários está diminuindo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece como um dos adversários que estão se aproximando nas pesquisas.
Para o mercado financeiro, eleições importam – e muito. A incerteza sobre o futuro político do país é um fator que os investidores sempre levam em conta. Não que os próximos meses vão definir isso, mas esse monitoramento já começou.

O que esperar nos próximos meses?
Olhando pra frente, tem algumas coisas que vão pautar o mercado brasileiro. A principal delas é a reunião do Banco Central em março, onde deve ser anunciado o início do corte de juros. Se isso acontecer, o setor de construção, varejo e empresas com muitas dívidas tendem a se beneficiar bastante.
Também vale ficar de olho nas negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano – uma nova rodada de conversas está prevista pra acontecer em Viena nas próximas semanas. Qualquer avanço ou retrocesso nesse assunto pode mexer com os mercados globais.
E, claro, a inflação brasileira vai continuar sendo monitorada de perto. Se o IPCA oficial vier também acima do esperado, o Banco Central pode repensar sua estratégia de corte de juros. É esse vai e vem de expectativas que faz o mercado ser tão dinâmico – e às vezes tão nervoso.
No geral, o recado de fevereiro foi claro: o Brasil segue na rota de recuperação, com capital estrangeiro entrando, bolsa em máximas históricas e perspectiva de juros menores à vista. A última sexta-feira foi só um soluço numa trajetória que, pelo menos por enquanto, aponta pra cima.
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Perguntas Frequentes
Tudo o que você queria saber sobre o Ibovespa e fevereiro de 2026
01 O que é o Ibovespa e por que ele é importante?
O Ibovespa é o principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3. Ele reúne as ações das empresas mais negociadas do país e funciona como um termômetro da economia. Quando o Ibovespa sobe, em geral significa que os investidores estão confiantes no Brasil. Quando cai, indica algum tipo de preocupação com o cenário econômico. Pense nele como o “humor” do mercado financeiro nacional, medido diariamente.
02 Por que o Ibovespa caiu no último dia de fevereiro se o mês foi positivo?
A queda do dia 27 foi causada principalmente pelos dados do IPCA-15, que vieram bem acima do esperado (0,84% contra a previsão de 0,56%). Quando a inflação surpreende pra cima, os investidores ficam com medo de que o Banco Central seja forçado a manter os juros altos por mais tempo, o que pesa nos negócios e nas ações. Mas é importante separar o dia do mês: no acumulado, o Ibovespa subiu 4,09% em fevereiro, o que é um ótimo resultado.
03 O que é o IPCA-15 e por que ele mexe com a bolsa?
O IPCA-15 é uma prévia da inflação brasileira, divulgada pelo IBGE antes do número oficial. Ele mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços que as famílias consomem. Por ser uma antecipação da inflação, o mercado usa esse dado pra calibrar suas expectativas sobre os juros. Inflação alta = juros altos por mais tempo = custo maior pra empresas = ações caem. É essa cadeia de raciocínio que faz o IPCA-15 balançar a bolsa.
04 O que significa o Ibovespa ter atingido novas máximas históricas?
Significa que o índice chegou a valores que nunca tinha alcançado antes em sua história. É como se o “record mundial” da bolsa brasileira tivesse sido batido. Isso não quer dizer que toda ação subiu, mas que, no geral, as empresas mais importantes da B3 estão sendo mais valorizadas do que em qualquer outro momento da história. Para muitos analistas, é um sinal de saúde e confiança no mercado brasileiro.
05 Por que os estrangeiros estão investindo tanto no Brasil?
São dois motivos principais. O primeiro é o diferencial de juros: com a Selic em 15% ao ano, o retorno aqui é muito atraente comparado com outros países. O segundo é a instabilidade global: as tensões geopolíticas envolvendo Trump, Irã e Venezuela estão fazendo investidores buscarem diversificação em mercados emergentes, e o Brasil acabou se tornando um destino bastante atraente nesse contexto.
06 O que é a Selic e como ela afeta a bolsa de valores?
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil, definida pelo Banco Central. Ela funciona como a referência de custo do dinheiro na economia. Quando a Selic está alta (como agora, em 15% ao ano), os investimentos em renda fixa ficam mais atrativos e as empresas pagam mais caro pra tomar crédito. Quando a Selic cai, o crédito fica mais barato, as empresas crescem mais, e a bolsa tende a subir. Por isso, a expectativa de corte de juros em março anima tanto os investidores.
07 Por que as ações da MRV subiram mais de 27% em fevereiro?
A MRV&Co se beneficiou de uma combinação poderosa: expectativa de queda de juros (que favorece o crédito imobiliário) e resultados financeiros melhores do que o esperado. A empresa gerou caixa de R$ 145 milhões nas operações brasileiras no quarto trimestre de 2025 – número que estava sendo monitorado de perto pelo mercado, já que nos três trimestres anteriores o resultado tinha sido negativo. Esse dado positivo foi um alívio para os investidores e impulsionou as ações.
08 O que aconteceu com a Raízen para ela cair quase 39%?
A Raízen, empresa do setor de energia e etanol que opera postos de combustível no Brasil, divulgou resultados ruins e revelou um endividamento de R$ 55,3 bilhões. Esse nível de dívida, combinado com resultados negativos consecutivos, acendeu o sinal de alerta para os investidores. A preocupação é se a empresa vai conseguir honrar seus compromissos e virar o jogo operacionalmente. Quando há incerteza sobre o futuro de uma empresa, as ações costumam cair forte – e foi exatamente o que aconteceu.
09 O que significa um analista “rebaixar” uma ação de compra para neutro?
Quando um analista recomenda “compra”, ele está dizendo: “vale a pena comprar essa ação agora, pois ela deve valorizar”. Quando muda para “neutro”, a mensagem é: “não recomendo comprar mais, mas também não precisa vender necessariamente”. É uma postura mais cautelosa. No caso da Cogna, o Bradesco BBI fez esse movimento porque a ação já subiu bastante e os próximos resultados devem ser mais fracos, reduzindo o potencial de valorização.
10 Como o cenário internacional afeta a bolsa brasileira?
O Brasil é um país integrado ao mercado global, então o que acontece lá fora inevitavelmente chega aqui. Quando as bolsas americanas caem, geralmente a bolsa brasileira sente o impacto também. Tensões geopolíticas podem elevar o preço do petróleo e afetar empresas como Petrobras. Dados de inflação nos EUA influenciam as decisões do Federal Reserve (banco central americano), que por sua vez afetam o fluxo de dólares para países emergentes como o Brasil. É uma teia de conexões que o investidor precisa acompanhar.
11 O que é o índice Stoxx 600 mencionado no artigo?
O Stoxx 600 é o principal índice da bolsa europeia. Ele reúne as 600 maiores empresas listadas em bolsas de países da Europa, funcionando como um equivalente europeu do nosso Ibovespa. Quando o artigo menciona que o Stoxx 600 fechou em alta de 0,11%, isso quer dizer que, no geral, as ações das grandes empresas europeias tiveram um desempenho ligeiramente positivo naquele dia.
12 O que é a meta de inflação e o Brasil está cumprindo?
A meta de inflação é um compromisso formal do Banco Central de manter a alta de preços dentro de uma faixa específica ao longo do ano. No Brasil, a meta é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual pra cima ou pra baixo – ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Com o IPCA-15 acumulando 4,10% em 12 meses, o Brasil ainda está dentro do limite superior da meta, mas bem perto do teto. Um novo tombo da inflação poderia colocar o país fora da meta.
13 Vale a pena investir na bolsa de valores agora?
Essa é uma decisão pessoal que depende do seu perfil de investidor, dos seus objetivos financeiros e do seu prazo de investimento. O fato de o Ibovespa ter subido por sete meses seguidos e atingido máximas históricas mostra um momento positivo, mas o mercado sempre tem oscilações. O ideal é buscar orientação de um assessor de investimentos certificado, diversificar a carteira e nunca investir mais do que você pode perder no curto prazo. Informação e paciência são os melhores aliados do investidor.
14 Quando está prevista a próxima reunião do Banco Central e o que se espera dela?
A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) está prevista para março de 2026. O mercado e os próprios sinais do BC indicam que essa pode ser a reunião em que começa o ciclo de corte de juros – ou seja, a Selic pode começar a cair a partir daí. Se isso se confirmar, setores como construção civil, varejo e pequenas e médias empresas devem se beneficiar bastante, assim como os consumidores que têm dívidas e financiamentos. © 2026 Portal de Economia · Todos os direitos reservados · Conteúdo informativo, não constitui recomendação de investimento
📌 Fonte original: MoneyTimes







