Bitcoin dispara enquanto outras criptomoedas ficam para trás: entenda o que está acontecendo no mercado
Sabe aquela sensação de que algo mudou no mercado de criptomoedas? Pois é, não é só impressão sua. O Bitcoin está voando alto enquanto as outras moedas digitais – aquelas que a gente chama de altcoins – mal conseguem decolar. E olha, essa diferença chegou a níveis que a gente nunca tinha visto antes.
Vamos entender direitinho o que está rolando e por que isso importa tanto, principalmente para quem investe ou está de olho nesse mercado.
Principais Conclusões
O Bitcoin está em outro patamar

Quando a gente olha os números, fica até difícil de acreditar. O Bitcoin subiu cerca de 83% acima do seu pico anterior – aquele momento lá atrás quando todo mundo achava que a moeda tinha chegado no seu limite. Enquanto isso, as altcoins subiram apenas uns 6%.
Deixa eu te dar uma ideia melhor: imagine que o Bitcoin é aquele aluno que não só passou de ano, mas ficou entre os melhores da turma. Já as altcoins? Bem, elas mal conseguiram a nota mínima para não repetir o ano.
Mas a história fica ainda mais interessante quando a gente olha para trás, para aquele período difícil que o mercado passou – o famoso “inverno cripto”. Desde o fundo do poço, o Bitcoin se recuperou mais de 730%. É muita coisa, né? Agora, as altcoins (medidas pelo índice TOTAL3, que junta todas as criptomoedas exceto Bitcoin e Ethereum) subiram “apenas” 300%.
E olha que 300% é um número absurdo em qualquer outro mercado. Mas no mundo das criptos, especialmente quando a gente compara com o passado, é pouco.
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Como era antigamente?
Aqui é onde a coisa fica realmente interessante. No ciclo anterior, lá em 2020, as altcoins explodiram. Estamos falando de ganhos de cerca de 3.700% do ponto mais baixo até o pico. Isso mesmo, três mil e setecentos por cento.
Era aquela época em que parecia que qualquer moedinha que você comprava ia multiplicar várias vezes. Tinha gente ficando rica da noite para o dia com projetos que, convenhamos, muitos nem faziam tanto sentido assim.
Mas dessa vez? Essa explosão simplesmente não aconteceu. E isso está deixando muita gente se perguntando: será que mudou alguma coisa fundamental no mercado? Ou é só uma questão de tempo até as altcoins decolarem de verdade?
O mercado está sentindo a pressão
Não é só a diferença entre Bitcoin e altcoins que chama atenção. O mercado como um todo está passando por um momento tenso. A capitalização total do mercado de criptomoedas caiu para cerca de 2,87 trilhões de dólares – uma queda de quase 5% em pouco tempo.
Quando o mercado inteiro está caindo, quem já estava mais fraco sofre ainda mais. E adivinha quem está nessa situação? Exato, as altcoins.
O Bitcoin estava sendo negociado perto dos 84.500 dólares durante essa última turbulência, mas logo depois caiu para a casa dos 84 mil. Pode não parecer muita coisa, mas no mundo das criptos, onde as coisas mudam rápido, qualquer movimento conta.
Por que o Bitcoin está levando toda a atenção?
Aqui entra uma parte crucial da história: os investidores grandes, aqueles com muito dinheiro, estão preferindo o Bitcoin. E tem uma razão bem clara para isso.
Lembra dos ETFs de Bitcoin que foram aprovados nos Estados Unidos? Pois é, esses fundos permitiram que grandes instituições – bancos, fundos de pensão, empresas – pudessem investir em Bitcoin de um jeito mais seguro e regulamentado.
Antes, se uma grande empresa quisesse comprar Bitcoin, era meio complicado. Tinha que lidar com corretoras de cripto, questões de segurança, regulamentação confusa. Agora, com os ETFs, ficou fácil. É quase como comprar ações da Petrobras ou da Vale – você liga para o seu corretor e pronto.
E sabe o que acontece quando instituições enormes entram no jogo? Elas não vão testar a sorte com moedas menores e mais arriscadas. Elas vão direto no que é mais estabelecido, mais confiável. E no mundo cripto, isso significa Bitcoin.
O dinheiro não está circulando como antes
Em ciclos anteriores, existia um padrão bem definido. Primeiro, o Bitcoin subia. As pessoas que entraram cedo lucravam. Aí esse pessoal pegava parte dos lucros e jogava nas altcoins, procurando ganhos ainda maiores. Isso fazia as altcoins explodirem.
Era tipo um efeito dominó positivo. O dinheiro começava no Bitcoin e ia se espalhando pelo mercado todo.
Mas agora? Esse dinheiro está ficando concentrado no Bitcoin por muito mais tempo. Em vez de rodar pelo mercado, ele está parado lá em cima, no topo da cadeia.
Isso mudou completamente a dinâmica. Muitas altcoins que deveriam estar bombando durante esse período estão meio esquecidas, com pouca liquidez e pouco interesse.
Não é todo mundo que está sofrendo igual
Vale dizer que nem todas as altcoins estão no mesmo barco. Algumas conseguiram se destacar e atrair investimento. Projetos com utilidade real, equipes fortes e comunidades engajadas estão conseguindo sobreviver e até crescer.
Mas a grande massa de projetos – aqueles que surgiram mais para pegar carona no hype do que para resolver problemas reais – está realmente apanhando. E talvez isso não seja de todo ruim. Pode ser um processo natural de seleção, onde só os projetos realmente sólidos sobrevivem.
É meio parecido com o que aconteceu com a internet no começo dos anos 2000. Um monte de empresa ponto-com quebrou, mas as que tinham fundamento real (como Amazon, Google) não só sobreviveram como dominaram.

O que vem por aí?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares, ou melhor, de um milhão de bitcoins. Existem basicamente dois cenários possíveis, e ninguém sabe ao certo qual vai se concretizar.
Primeiro cenário: O Bitcoin continua dominando e absorvendo a maior parte do dinheiro que entra no mercado cripto. Nesse caso, a estrutura tradicional dos ciclos – onde todo mundo ganha na alta – simplesmente mudou. O mercado amadureceu, ficou mais sério, e agora quem manda é o Bitcoin.
Se for isso mesmo, muita gente que está esperando a “temporada das altcoins” pode ficar esperando muito tempo. Ou talvez essa temporada nem chegue mais da forma como acontecia antes.
Segundo cenário: As altcoins estão apenas esperando o momento certo. Uma vez que o Bitcoin se estabilize em um patamar novo, os investidores vão começar a procurar ganhos maiores. E onde eles vão buscar isso? Nas altcoins.
Nesse cenário, a explosão das altcoins está só atrasada, não cancelada. Quando ela vier, pode ser violenta e rápida, pegando muita gente de surpresa.
O que isso significa para quem investe?
Olha, se você está no mercado cripto ou pensando em entrar, precisa entender que as regras parecem ter mudado. Aquela estratégia de “compra qualquer coisa que vai subir” simplesmente não funciona mais.
Hoje, mais do que nunca, é preciso escolher bem onde colocar seu dinheiro. Bitcoin continua sendo a aposta mais segura dentro do universo cripto – segura no sentido relativo, claro, porque cripto sempre vai ser volátil.
Já para as altcoins, a seleção precisa ser muito mais criteriosa. Não dá para sair comprando só porque o nome é legal ou porque alguém no Twitter disse que vai explodir. Tem que olhar o projeto, entender o que ele faz, quem está por trás, se tem comunidade de verdade.
A questão da volatilidade
Uma coisa que não mudou é a montanha-russa emocional de investir em cripto. Os preços sobem e descem rápido, muito rápido. Em um dia você está feliz, no outro está nervoso.
Essa queda recente de quase 5% no mercado total mostra que, mesmo com toda a maturidade que o mercado ganhou, ainda é um ambiente de alto risco. Principalmente para as altcoins, que são muito mais sensíveis a essas oscilações.
Por isso, a regra número um continua valendo: só invista dinheiro que você pode perder sem comprometer seu orçamento. Nada de colocar a grana do aluguel ou da faculdade nisso.
O papel da regulamentação
Outro fator importante nessa história toda é como os governos estão tratando as criptomoedas. O Bitcoin, por ser o mais antigo e estabelecido, conseguiu alguma clareza regulatória em vários países, incluindo os Estados Unidos.
Já muitas altcoins vivem numa zona cinzenta. Algumas podem ser consideradas títulos financeiros (securities) pela SEC, a CVM americana. Outras estão sob investigação. Essa incerteza afasta investidores institucionais, que precisam de segurança jurídica para alocar grandes volumes de capital.
Enquanto o Bitcoin tem caminho relativamente livre para receber bilhões de dólares através dos ETFs, muitas altcoins não podem nem sonhar com esse tipo de produto. E isso faz toda a diferença.
E o Brasil nisso tudo?
Aqui no Brasil, o movimento é parecido. Os investidores brasileiros que entraram em cripto nos últimos anos também estão sentindo essa diferença. Muita gente que apostou em altcoins esperando ganhos astronômicos está vendo o Bitcoin disparar enquanto suas moedas ficam no lugar.
As corretoras brasileiras de cripto também estão percebendo isso. O volume de negociação de Bitcoin continua forte, enquanto muitas altcoins têm liquidez cada vez menor.
Mas isso não quer dizer que o brasileiro perdeu o interesse em cripto. Longe disso. O que mudou foi o perfil: menos especulação cega, mais busca por projetos sólidos e entendimento do que se está comprando.
A tecnologia ainda importa
No meio de toda essa discussão sobre preços e lucros, é fácil esquecer que estamos falando de tecnologia. Blockchain, contratos inteligentes, finanças descentralizadas – tudo isso continua evoluindo.
Muitos projetos de altcoins estão desenvolvendo soluções reais para problemas reais. Só que nem sempre isso se reflete imediatamente no preço. Tecnologia boa não garante valorização rápida, especialmente num mercado que está concentrando capital no Bitcoin.
Mas a longo prazo? Os projetos com fundamento tecnológico sólido têm mais chance de sobreviver e prosperar. É uma maratona, não uma corrida de 100 metros.
O momento de decisão
O mercado está, de certa forma, num ponto de inflexão. Essa divergência histórica entre Bitcoin e altcoins não pode continuar crescendo para sempre. Uma hora alguma coisa vai acontecer.
Ou o Bitcoin vai puxar o mercado todo para cima, beneficiando também as altcoins – mesmo que em menor proporção. Ou vai rolar uma correção, um ajuste, que pode criar oportunidades para outros projetos brilharem.
O que ninguém deveria fazer é fingir que está tudo normal. Esse ciclo está diferente dos anteriores, e quem não reconhecer isso pode tomar decisões ruins.

Aprendizados importantes
Se tem uma coisa que esse momento está ensinando é que o mercado cripto está amadurecendo. E amadurecer significa que as coisas ficam menos selvagens, mais previsíveis, mas também menos explosivas em termos de ganhos absurdos.
Para quem sonhava em ficar rico da noite para o dia com altcoins, pode ser uma decepção. Mas para quem busca um mercado mais saudável, onde projetos bons são recompensados e não apenas os que têm melhor marketing, pode ser um sinal positivo.
Conclusão: para onde vamos?
A verdade é que ninguém tem bola de cristal. O Bitcoin pode continuar dominando e redefinir como funcionam os ciclos de cripto. Ou as altcoins podem estar apenas acumulando energia para uma explosão que ainda vai chegar.
O que dá para dizer com certeza é que investir em criptomoedas hoje exige muito mais critério do que há alguns anos. Não é mais sobre entrar em qualquer coisa e esperar milagre. É sobre entender o que você está comprando, por que está comprando, e ter paciência para esperar seus investimentos se desenvolverem.
No fim das contas, seja você um entusiasta do Bitcoin ou um defensor das altcoins, uma coisa é certa: o mercado está escrevendo uma nova história. E nós estamos todos aqui para ver como ela vai terminar.
Fique por dentro desse assunto com os conteúdos do BlockNexo.
Perguntas Frequentes
1. O que são altcoins exatamente?
Altcoins é o nome dado a todas as criptomoedas que não são Bitcoin. O termo vem de “alternative coins”, ou moedas alternativas. Isso inclui Ethereum, Cardano, Solana, Ripple e milhares de outras. Basicamente, se não é Bitcoin, é altcoin.
2. Por que o Bitcoin está subindo tanto mais que as outras moedas?
O principal motivo é a entrada de grandes investidores institucionais através dos ETFs de Bitcoin. Esses fundos facilitaram o acesso de bancos, empresas e investidores tradicionais ao Bitcoin, trazendo bilhões de dólares para a moeda. As altcoins não têm esse mesmo canal de entrada de capital institucional.
3. Vale a pena investir em altcoins neste momento?
Depende do seu perfil e objetivos. Altcoins têm potencial de ganhos maiores, mas também riscos bem mais altos. Se você decidir investir, escolha projetos sólidos, com tecnologia real e equipes confiáveis. E claro, só invista dinheiro que você pode perder.
4. O que é o índice TOTAL3?
TOTAL3 é um índice que mede a capitalização de mercado de todas as criptomoedas, excluindo Bitcoin e Ethereum. Ele serve como termômetro para saber como as altcoins estão se saindo no geral. Quando o TOTAL3 sobe, significa que as altcoins estão ganhando força.
5. A temporada de altcoins ainda pode acontecer?
Pode sim. Muitos analistas acreditam que ela está apenas atrasada. Quando o Bitcoin se estabilizar em um novo patamar de preço, os investidores podem começar a buscar outras oportunidades. Mas também é possível que esse padrão antigo simplesmente não se repita mais.
6. Como posso identificar boas altcoins para investir?
Olhe para o fundamento do projeto: ele resolve um problema real? Tem uma equipe experiente? A comunidade é ativa? O projeto tem parcerias sólidas? Evite moedas que prometem ganhos absurdos sem explicar direito o que fazem. Desconfie de hype exagerado nas redes sociais.
7. O Bitcoin é realmente mais seguro que as altcoins?
Em termos relativos, sim. O Bitcoin existe há mais tempo, tem a maior rede, é o mais regulamentado e tem mais liquidez. Isso não significa que ele não tenha risco – tem, e muito. Mas comparado com a maioria das altcoins, especialmente as menores, ele é considerado menos arriscado.
8. Quanto devo investir em criptomoedas?
Isso varia muito de pessoa para pessoa, mas uma regra geral é nunca investir mais do que 5% a 10% do seu patrimônio total em ativos de alto risco como criptomoedas. E dentro desse percentual, se você escolher altcoins, seja ainda mais conservador. Primeiro garanta sua reserva de emergência e investimentos tradicionais.
9. Os ETFs de Bitcoin estão disponíveis no Brasil?
Não exatamente da mesma forma que nos Estados Unidos. Aqui no Brasil temos ETFs de criptomoedas, mas eles funcionam um pouco diferente. Você pode investir em Bitcoin através de fundos, ETFs brasileiros ou diretamente em corretoras de cripto nacionais. Cada opção tem suas vantagens e custos.
10. Ethereum é considerado altcoin?
Tecnicamente sim, porque tudo que não é Bitcoin é altcoin. Mas o Ethereum ganhou um status tão importante no mercado que muita gente já o considera numa categoria própria. Inclusive, o índice TOTAL3 exclui tanto Bitcoin quanto Ethereum justamente por reconhecer essa posição especial do ETH.
11. Por que as altcoins caem mais quando o mercado cai?
Porque elas têm menos liquidez e são consideradas mais arriscadas. Quando o mercado fica tenso, os investidores vendem primeiro os ativos mais arriscados e seguram os mais seguros. É como numa tempestade: você joga fora a carga menos importante primeiro para o barco não afundar.
12. Existe algum sinal de que as altcoins vão subir em breve?
Não existe sinal garantido de nada no mercado cripto. Mas alguns analistas ficam de olho em indicadores como o Bitcoin Dominance (quanto do mercado total pertence ao BTC). Quando essa dominância atinge um pico e começa a cair, historicamente é quando as altcoins começam a ganhar força.
13. Posso perder todo meu dinheiro investindo em altcoins?
Sim, é possível. Muitas altcoins já chegaram a perder mais de 90% do seu valor, e algumas simplesmente desapareceram. Por isso é crucial fazer uma boa pesquisa antes de investir e nunca colocar dinheiro que você não pode perder. Diversificação também ajuda a reduzir riscos.
14. O que devo fazer se já investi em altcoins que estão caindo?
Primeiro, respire fundo e não tome decisões por pânico. Avalie se você ainda acredita no projeto a longo prazo. Se sim, pode fazer sentido manter ou até comprar mais (média de preço). Se não, talvez seja melhor aceitar a perda e realocar para investimentos melhores. E lembre-se: nunca é vergonha reconhecer um erro e corrigir a rota.
Fonte: Coindoo







