Bitcoin na Calmaria Antes da Tempestade: O Que Esperar do Maior Cripto do Mundo?
Se você acompanha o mercado de criptomoedas, já deve ter percebido que o Bitcoin anda numa fase estranha. Nem sobe muito, nem cai muito. Parece que ele tá travado, esperando alguma coisa acontecer. E sabe o que é curioso? Essa calmaria pode ser exatamente o sinal de que uma movimentação grande está chegando.
Vamos conversar sobre isso com calma, porque tem muita coisa interessante rolando no mercado agora.
Principais Conclusões
O Que Está Acontecendo com o Bitcoin?

Pensa numa panela de pressão. Você liga o fogo, a pressão vai aumentando por dentro, mas a tampa segura tudo. Num certo momento, ou você abre a válvula com cuidado, ou a coisa explode. O Bitcoin tá mais ou menos nessa situação agora.
A volatilidade – que é a palavra chique pra dizer “o quanto o preço sobe ou desce num período” – caiu pra níveis que não víamos há muito tempo. Alguns analistas dizem que estamos perto de mínimas históricas de oscilação. E isso, no mundo das criptos, quase sempre significa que uma porrada vem aí. Pra cima ou pra baixo, ninguém sabe ao certo. Mas vem.
No momento em que essa notícia foi publicada, o Bitcoin estava sendo negociado em torno de US$ 67.318, com uma queda de aproximadamente 0,64% no dia. Nada de extraordinário. Mas é justamente essa estabilidade suspeita que tá deixando todo mundo de olho.
Adquira mais que conhecimento: Relatório Smart: 25 Criptomoedas para o Ciclo de Alta Por Adriano Serafim
Quem É Michaël van de Poppe e Por Que Ele Importa?
Tem um analista holandês chamado Michaël van de Poppe que é bastante respeitado no mercado cripto internacional. Ele não é famoso porque faz previsão milagrosa – ninguém acerta tudo nesse mercado, nem ele. Mas ele é reconhecido por analisar padrões históricos com consistência e por explicar suas estratégias de forma clara.
E o que ele tá falando agora?
Ele observou que a contração na volatilidade do Bitcoin historicamente antecede movimentos expressivos de preço. Em outras palavras: quando o mercado fica quieto demais, ele costuma reagir com força logo depois. Isso já aconteceu outras vezes antes de grandes altas – e também antes de quedas bruscas.
A análise dele tem dois cenários bem definidos:
Cenário 1 – Se o Bitcoin cair mais: Van de Poppe disse que pretende comprar agressivamente. Pra ele, uma queda seria uma oportunidade, não um motivo de pânico.
Cenário 2 – Se o Bitcoin subir e testar a faixa de US$ 80.000 a US$ 85.000: Ele pretende realizar lucro parcial, ou seja, vender uma parte da posição pra garantir ganhos e continuar com o resto exposto ao mercado.
Essa é uma estratégia clássica de quem opera com cabeça fria. Não é apostar tudo num único resultado. É se preparar pra múltiplos cenários.
Por Que Baixa Volatilidade É Um Sinal de Alerta?
Isso pode parecer contraintuitivo, né? A gente pensa: “O mercado tá calmo, então tá tudo bem.” Mas no mundo das criptos, calma demais é sinal de atenção.
Aqui vai uma analogia simples: imagina que você mora numa cidade e percebe que todo mundo parou de sair de casa. As ruas estão vazias. Pode ser que seja feriado. Mas também pode ser que todo mundo tá esperando uma tempestade chegar.
No mercado financeiro, a volatilidade baixa significa que compradores e vendedores estão num impasse. Nenhum dos dois lados tem força suficiente pra empurrar o preço numa direção. Mas isso não dura pra sempre. Em algum momento, um catalisador aparece – pode ser uma notícia, uma decisão de governo, um grande investidor movimentando posição – e aí o mercado reage.
E quando ele reage depois de um período longo de calmaria, a reação costuma ser intensa.
O Que os Traders Estão Fazendo Agora?
Os traders mais experientes – aqueles que vivem de operar criptomoedas no dia a dia – estão numa postura de espera ativa. Eles não estão ignorando o mercado. Pelo contrário, estão de olho em cada movimento, esperando um sinal claro de direção.
Tecnicamente, o que eles observam é o seguinte: o Bitcoin precisa romper uma faixa de preço específica pra definir pra onde vai. Se ele subir e ultrapassar determinados níveis de resistência (que são como “tetos” que o preço encontra dificuldade de romper), pode disparar em direção à casa dos US$ 80.000 ou até US$ 85.000. Se ele cair e perder suportes importantes (os “pisos” que seguram a queda), pode recuar de forma mais intensa.
Ninguém no mercado fica apostando às cegas. Os mais preparados têm planos pra ambos os casos. E é exatamente isso que separa quem tem estratégia de quem simplesmente “torce” pra dar certo.
Contexto Mais Amplo: O Bitcoin em 2024 e o Ciclo das Criptos
Pra entender melhor o momento atual, vale olhar um pouco pra trás.
O Bitcoin passou por um evento chamado halving em 2024. Esse evento acontece a cada quatro anos, aproximadamente, e reduz pela metade a quantidade de novos Bitcoins que são gerados. Historicamente, o halving costuma ser seguido de ciclos de alta – mas esses movimentos não são imediatos. Eles levam meses pra se desenvolver.
Além disso, o mercado americano aprovou no início de 2024 os primeiros ETFs de Bitcoin à vista nos EUA – que são fundos de investimento negociados em bolsa que permitem que investidores comprem Bitcoin de forma indireta, sem precisar ter uma carteira de cripto. Isso abriu as portas pra um volume gigantesco de capital institucional – de grandes bancos e fundos – entrar no mercado.
Esse dinheiro novo não entra de uma vez. Ele vai chegando aos poucos. E cada entrada de capital pode ser um gatilho pra novos movimentos de alta.

O Que Isso Tem a Ver com o Investidor Brasileiro?
Muito, na verdade.
O Brasil é um dos países com maior número de pessoas investindo em criptomoedas no mundo. A Receita Federal já registra milhões de declarações de ativos em cripto todo ano. Ou seja: isso não é mais assunto só de nerd ou de especulador arrojado. Virou coisa do brasileiro comum.
Mas muita gente ainda opera no improviso. Compra quando vê notícia de alta, vende quando fica com medo. Aí perde nas duas pontas.
A estratégia de Van de Poppe – por mais que ela seja pensada num contexto internacional – tem uma lógica que funciona em qualquer mercado: definir pontos de entrada e saída com antecedência, ter disciplina pra seguir o plano e não agir por emoção.
Aqui no Brasil, onde o real se desvaloriza com uma frequência que cansa, muitos investidores veem o Bitcoin como uma forma de proteger o patrimônio a longo prazo. Não como aposta de curto prazo, mas como reserva de valor alternativa. Pra quem pensa assim, períodos de baixa volatilidade podem ser boas janelas pra entrar com mais calma, sem aquela pressão do FOMO (medo de ficar de fora quando o preço dispara).
Riscos Que Ninguém Pode Ignorar
Seria desonesto da minha parte falar só das oportunidades sem mencionar os riscos. Então vai aqui a parte que ninguém gosta de ouvir, mas que todo investidor precisa considerar.
O mercado cripto é altamente especulativo. O Bitcoin já caiu mais de 80% do seu valor em ciclos anteriores. Quem entrou no pico de 2021 esperou mais de dois anos pra ver o preço se recuperar. Não tem garantia de retorno. Não tem FGTS, não tem fundo garantidor como na poupança.
Além disso, o ambiente regulatório global ainda é incerto. Decisões de governos – incluindo o brasileiro – podem impactar o mercado de formas que ninguém consegue prever.
E tem o fator emocional, que derruba muita gente boa. É fácil falar em comprar na baixa. Mas quando o mercado tá sangrando e todo mundo ao redor parece desesperado, manter a cabeça fria é bem mais difícil do que parece no papel.
Por isso, o básico continua valendo: só invista o que você pode perder sem comprometer sua vida financeira. Diversifique. E busque informação de qualidade antes de tomar qualquer decisão.
O Que Pode Ser o Catalisador da Próxima Grande Movimentação?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares – ou melhor, de alguns Bitcoins.
Existem alguns fatores que o mercado tá monitorando com atenção:
Decisões do Federal Reserve (o banco central americano): Qualquer sinalização de corte de juros nos EUA tende a favorecer ativos de risco, incluindo o Bitcoin. Quando o dinheiro fica mais barato, os investidores buscam retornos maiores em ativos mais arriscados.
Fluxo dos ETFs de Bitcoin: Toda semana, os dados mostram quanto dinheiro entrou ou saiu dos ETFs aprovados nos EUA. Quando o fluxo é positivo – ou seja, mais gente comprando do que vendendo -, isso pressiona o preço pra cima.
Movimentos de grandes carteiras (baleias): No mercado cripto, chama-se de “baleias” os endereços que concentram grandes quantidades de Bitcoin. Quando essas carteiras começam a acumular, é sinal de que alguém grande acredita numa alta à frente. Quando começam a distribuir, pode ser sinal de realização de lucro.
Contexto macroeconômico global: Tensões geopolíticas, crises bancárias, inflação… qualquer um desses fatores pode tanto afastar quanto atrair capital pro Bitcoin, dependendo de como o mercado interpreta a situação.

Resumo do Que Você Precisa Saber
Se tiver com pressa, aqui vai o essencial:
O Bitcoin tá num momento raro de baixíssima volatilidade. Historicamente, isso costuma anteceder grandes movimentos. O analista Michaël van de Poppe tem uma estratégia clara: comprar mais se cair, realizar lucro parcial se chegar perto de US$ 80.000 a US$ 85.000. O mercado tá de olho, os traders tão em posição de espera. E o investidor brasileiro, que cada vez mais participa desse mercado, precisa ter estratégia, informação e controle emocional pra não ser pego de surpresa.
A calmaria pode durar mais um pouco. Ou pode acabar amanhã. Mas uma coisa é certa: quando o Bitcoin se mexer, vai se mexer de verdade.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não representa recomendação de investimento. Antes de tomar qualquer decisão financeira, consulte um profissional habilitado e faça sua própria pesquisa.
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Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que significa volatilidade baixa no mercado do Bitcoin? Volatilidade baixa significa que o preço do Bitcoin está oscilando pouco num determinado período. O ativo fica “andando de lado”, sem grandes altas nem grandes quedas. Embora pareça tranquilo, essa estabilidade costuma ser temporária e frequentemente antecede movimentos expressivos de preço em uma ou outra direção.
2. Por que a volatilidade baixa pode ser um sinal de movimento forte por vir? Porque quando compradores e vendedores entram num equilíbrio prolongado, a pressão vai se acumulando dos dois lados. Em algum momento, um catalisador quebra esse equilíbrio – uma notícia, uma decisão econômica, um grande investidor agindo – e aí o preço reage com força justamente porque ficou represado por tanto tempo.
3. Quem é Michaël van de Poppe e por que seus comentários são relevantes? Van de Poppe é um analista de criptomoedas holandês com grande reputação no mercado internacional. Ele é conhecido por analisar padrões históricos de preço e por explicar suas estratégias de forma transparente. Suas análises são acompanhadas por milhares de traders ao redor do mundo, o que lhe confere relevância nas discussões sobre o mercado cripto.
4. O que é uma estratégia de “comprar na queda”? É uma abordagem onde o investidor aproveita momentos de queda de preço pra comprar mais ativos, com a expectativa de que o preço se recupere no futuro. Van de Poppe sinalizou que faria exatamente isso se o Bitcoin caísse mais: ele veria a queda como oportunidade de acumular, não como motivo de pânico.
5. Qual é a diferença entre realizar lucro parcial e vender tudo? Realizar lucro parcial significa vender apenas uma parte da sua posição quando o preço atinge um nível desejado, deixando o restante investido pra aproveitar uma eventual continuação da alta. Vender tudo é zerar a posição completamente. A estratégia parcial é mais conservadora e permite que o investidor garanta ganhos enquanto ainda participa de possíveis valorizações futuras.
6. O Bitcoin pode realmente chegar a US$ 80.000 ou US$ 85.000? Nenhum analista pode garantir isso com certeza. Essas faixas de preço são alvos técnicos baseados em padrões históricos e análise gráfica. Já houve momentos em que o Bitcoin superou essas marcas – inclusive chegou perto de US$ 74.000 em 2024. Mas o mercado é imprevisível e pode ir em qualquer direção.
7. Como o halving de 2024 influencia o preço do Bitcoin? O halving reduz pela metade a recompensa que os mineradores recebem por processar transações, diminuindo a oferta de novos Bitcoins no mercado. Com menos oferta nova e demanda mantida ou crescente, o preço tende a subir ao longo do tempo – mas o efeito costuma ser sentido com meses de defasagem, não imediatamente.
8. O que são ETFs de Bitcoin e por que são importantes? ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos negociados em bolsa. Os ETFs de Bitcoin à vista, aprovados nos EUA em 2024, permitem que investidores – incluindo grandes fundos e instituições – invistam em Bitcoin sem precisar lidar com carteiras digitais. Isso facilitou muito a entrada de capital institucional no mercado, o que é um fator importante de demanda.
9. Vale a pena investir em Bitcoin agora, com a volatilidade baixa? Isso depende exclusivamente do seu perfil de investidor, dos seus objetivos e da sua tolerância ao risco. Períodos de baixa volatilidade podem ser momentos mais tranquilos pra entrar no mercado, sem a pressão emocional de uma alta já em andamento. Mas não existe “hora certa” garantida. O mais importante é ter estratégia e só investir o que você pode perder.
10. Quais são os principais riscos de investir em Bitcoin? Os principais riscos incluem: alta volatilidade histórica (o Bitcoin já caiu mais de 80% em ciclos anteriores), incerteza regulatória, risco de fraudes e golpes no ambiente cripto, falta de proteção como o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) da poupança, e o risco emocional de tomar decisões precipitadas em momentos de euforia ou pânico.
11. Como o investidor brasileiro pode comprar Bitcoin legalmente? O investidor brasileiro pode comprar Bitcoin por meio de exchanges (corretoras) de criptomoedas registradas no Brasil, como Mercado Bitcoin, Foxbit, Coinbase e outras. É necessário fazer um cadastro, passar por verificação de identidade e transferir reais pra a plataforma. A Receita Federal exige declaração dos ativos cripto no imposto de renda.
12. Preciso declarar meu Bitcoin na Receita Federal? Sim. Desde 2019, a Receita Federal exige que contribuintes brasileiros informem seus ativos em criptomoedas na declaração de imposto de renda, desde que o valor total ultrapasse R$ 5.000. Além disso, ganhos acima de R$ 35.000 por mês em vendas de cripto estão sujeitos a tributação de até 22,5%.
13. O que é FOMO no contexto do Bitcoin? FOMO é a sigla em inglês pra “Fear Of Missing Out”, que significa o medo de ficar de fora. No mercado cripto, isso acontece quando o preço dispara e muita gente começa a comprar com pressa, com medo de perder a alta – muitas vezes comprando no topo. É uma das principais armadilhas emocionais do mercado e uma das razões pelas quais muitos investidores perdem dinheiro.
14. Onde posso acompanhar análises confiáveis sobre o Bitcoin? Existem várias fontes de qualidade pra acompanhar o mercado: o canal e redes sociais do próprio Michaël van de Poppe, portais como CoinDesk, CoinTelegraph (que tem versão em português), Livecoins e Cointimes no Brasil. Vale também acompanhar dados on-chain em plataformas como Glassnode e CryptoQuant, que mostram o comportamento das carteiras de grandes investidores. Só lembre-se: nenhuma fonte substitui a sua própria pesquisa e o bom senso.
Fonte: CoinCryptoNewZ







