Google quer revolucionar o varejo online e desafiar a Amazon
Sabe quando você está procurando alguma coisa pra comprar e a primeira coisa que faz é jogar no Google? Pois é, todo mundo faz isso. Mas agora a gigante das buscas quer ir além. Muito além.
O Google não quer mais ser só o lugar onde você pesquisa. Ele quer ser o lugar onde você compra também. E de quebra, quer tirar um bom pedaço do bolo da Amazon. Parece ousado? É porque realmente é.
Principais Conclusões
O que o Google acabou de anunciar

A empresa soltou uma bomba recentemente durante a NRF, que é tipo a maior feira de varejo do mundo, lá em Nova York. Eles apresentaram uma coisa chamada Universal Commerce Protocol. O nome é complicado, eu sei. Mas a ideia por trás disso é bem simples – e pode mudar completamente a forma como compramos online.
Traduzindo pro português claro: o Google criou uma tecnologia que vai permitir que você faça toda a sua compra usando o Gemini, que é a ferramenta de inteligência artificial deles. Desde o momento em que você pensa “preciso comprar tal coisa” até o momento em que você recebe o produto em casa.
Tudo isso sem precisar sair do Google.
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Como isso vai funcionar na prática
Vou te dar um exemplo bem prático pra ficar mais fácil de entender.
Imagina que você tá precisando de um tapete novo pra sala. Hoje em dia, você provavelmente abre o Google, digita “tapete sala”, olha alguns resultados, clica em várias lojas diferentes, compara preços, fica perdido com tantas abas abertas no navegador…
Com essa nova tecnologia do Google, a coisa muda de figura.
Você vai abrir o Gemini – a inteligência artificial do Google – e vai conversar com ela como se estivesse conversando com um vendedor. “Preciso de um tapete pra sala, mais ou menos 2 metros por 1,5 metros, que combine com sofá marrom, algo moderno mas não muito caro.”
E aí a mágica acontece.
O Gemini vai entender exatamente o que você quer e vai buscar opções em várias lojas que estão conectadas a esse novo sistema. Vai mostrar tapetes que combinam com o que você pediu, de lojas como Walmart, Target e outras grandes varejistas americanas que já entraram nessa.
Mas não para por aí. Depois que você escolher o tapete que mais gostou, você vai poder finalizar a compra ali mesmo, no Gemini. Sem precisar ir pro site da loja, sem precisar criar conta, sem preencher endereço pela milésima vez.
Você paga com o Google Pay e pronto. Compra feita.
O CEO do Google, Sundar Pichai, deixou bem claro: “Em breve, vocês vão ver um botão de compra diretamente nas plataformas do Google.”
Por que isso assusta tanto o mercado
Quando o Google fez esse anúncio na NRF, a reação dos varejistas brasileiros que estavam por lá foi praticamente unânime: espanto. E um certo medo também.
Um CEO de uma grande varejista brasileira que estava no evento não economizou nas palavras: “Foi um baque para todo mundo esse anúncio. É um ataque direto à Amazon e que pode mudar o mercado nos EUA.”
E ele tem razão pra ficar preocupado.
A Amazon domina o comércio eletrônico nos Estados Unidos de uma forma absurda. Muita gente nem pesquisa no Google – vai direto pro site da Amazon e procura tudo por lá. É tipo um reflexo automático já.
Mas agora o Google quer mudar esse jogo. E tem tudo pra conseguir.
Por quê? Porque ele já está no início da jornada de compra de todo mundo. Quando você quer comprar alguma coisa, a primeira coisa que faz é pesquisar no Google. Sempre foi assim. O Google só não conseguia transformar essas buscas em vendas diretas.
Até agora.
O Google vai “engolir” as lojas menores?
Aqui surge uma pergunta importante, e que está tirando o sono de muitos empresários do varejo: se o Google controla toda a jornada de compra, as lojas não vão virar apenas fornecedores invisíveis?
Pensa comigo. Se você compra tudo pelo Gemini, usando Google Pay, sem nem entrar no site da loja… você vai lembrar qual foi a loja que vendeu? Provavelmente não.
É a mesma coisa que acontece hoje com muitas lojas que vendem no marketplace da Amazon. O cliente compra “na Amazon”, mas na verdade quem vende é uma loja menor que ninguém conhece. A Amazon fica com toda a visibilidade e com boa parte do lucro também.
Sundar Pichai, CEO do Google, garante que isso não vai acontecer com o Universal Commerce Protocol. Segundo ele, o sistema foi desenhado justamente pra preservar a identidade das lojas.
As varejistas vão poder, por exemplo, continuar oferecendo descontos especiais pra clientes fiéis. Vão poder manter seus programas de pontos e cashback. E o cliente vai saber de qual loja está comprando.
Pelo menos é isso que o Google promete.
Mas convenhamos: quando você tem uma empresa gigante controlando toda a infraestrutura de vendas, é natural que ela acabe ficando com um poder enorme nas mãos. E poder concentrado demais nunca é uma boa notícia pra concorrência.
Quem já está embarcando nessa
O Google não criou isso sozinho. E isso é importante de entender.
A empresa fechou parcerias com grandes nomes do varejo e da tecnologia. A Shopify, que é uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, está junto. Lojas gigantes como Walmart, Target, Etsy e Wayfair também embarcaram.
E o mais interessante: o Google diz que o sistema é aberto. Ou seja, outras empresas podem se conectar. Não é algo fechado só pro clubinho do Google.
Segundo a empresa, já tem umas 20 empresas apoiando o projeto. Entre elas, varejistas e empresas de pagamento.
A ideia é criar um “idioma comum” pra que todas as inteligências artificiais consigam conversar entre si quando o assunto é comprar e vender. Tipo um padrão universal mesmo.
Isso evita que cada empresa precise desenvolver sua própria integração do zero. Facilita pra todo mundo – teoricamente.

E no Brasil, como fica essa história?
Aqui no Brasil a coisa é um pouco diferente dos Estados Unidos. E isso pode fazer toda a diferença.
Alberto Serrentino, que é fundador da Varese Retail e entende bastante do mercado varejista, explicou bem essa diferença.
Nos EUA, o consumidor já vai direto pro site da Amazon quando quer comprar alguma coisa. A Amazon virou quase um sinônimo de compra online por lá.
Mas aqui no Brasil? A gente faz diferente.
O brasileiro tem o costume de começar a pesquisa pelo Google. A gente quer comparar preços, ver opções em várias lojas, procurar promoções. É mais raro alguém ir direto pra um marketplace específico sem pesquisar antes.
E isso pode ser uma vantagem enorme pro Google no mercado brasileiro.
Se essa tecnologia realmente pegar, o Google pode dominar o e-commerce brasileiro de uma forma que nem a Amazon conseguiu até hoje. Porque a gente já tem o hábito de começar tudo por lá.
Claro que isso tudo ainda é especulação. O sistema foi anunciado agora e ainda vai demorar pra estar 100% funcionando. Mas o potencial está aí.
A inteligência artificial está mudando tudo
Esse movimento do Google não vem do nada. Faz parte de uma tendência maior que está acontecendo agora: a inteligência artificial está assumindo cada vez mais etapas da nossa vida digital.
Antigamente, você precisava fazer tudo manualmente. Pesquisar, clicar em cada link, ler descrições, comparar preços em planilhas…
Hoje, as IAs estão fazendo isso pra gente. E os números mostram que as pessoas estão adorando.
A Adobe Analytics fez um levantamento interessante: durante as festas de fim de ano, as ferramentas de inteligência artificial generativa tiveram um aumento de quase 700% no tráfego para sites de varejo.
Setecentos por cento! É muita coisa.
Claro que a consultoria não revelou quantos desses cliques viraram vendas de verdade. Mas mesmo assim, o número mostra uma tendência clara: as pessoas estão cada vez mais confortáveis usando IA pra ajudar nas compras.
E é exatamente nessa onda que o Google está surfando.
O futuro das compras online
Dá pra imaginar como vai ser fazer compras daqui a alguns anos?
Você pode estar no carro voltando do trabalho, lembrar que precisa comprar um presente de aniversário, e simplesmente falar com o assistente de voz do seu celular. “Gemini, preciso de um presente pra minha mãe, ela gosta de jardinagem, algo até 200 reais.”
A IA vai processar isso, buscar opções, mostrar algumas sugestões na tela do seu carro (se você parar, óbvio), e você pode comprar ali mesmo com um comando de voz ou um toque na tela.
O presente chega na sua casa em dois dias. Você nem precisou abrir navegador, nem digitar nada, nem lembrar senha de nenhuma loja.
Parece ficção científica? Mas já está acontecendo. Essa tecnologia que o Google anunciou é o primeiro passo nessa direção.
Os riscos e as preocupações
Mas nem tudo são flores nessa história.
Quando uma empresa como o Google – que já é gigante e já domina as buscas na internet – passa a controlar também as compras, surgem algumas preocupações legítimas.
A primeira é sobre privacidade. O Google vai saber exatamente o que você compra, quando compra, quanto gasta, suas preferências… Tudo. E isso são dados extremamente valiosos e sensíveis.
A segunda é sobre concorrência. Se o Google começar a favorecer certas lojas em detrimento de outras, pode criar um mercado desequilibrado. Lojas menores podem ter dificuldade pra competir.
E a terceira é sobre dependência. Se todo mundo passar a comprar pelo sistema do Google, as lojas ficam completamente dependentes dessa plataforma. E aí o Google pode cobrar o que quiser pelas vendas.
São preocupações válidas e que precisam ser observadas de perto, tanto por consumidores quanto por órgãos reguladores.
Amazon não vai ficar parada
É claro que a Amazon não vai assistir tudo isso de braços cruzados.
A empresa tem sua própria inteligência artificial, a Alexa, que já está presente em milhões de casas nos Estados Unidos através dos dispositivos Echo.
E a Amazon também está investindo pesado em IA generativa. Já lançou algumas funcionalidades que usam inteligência artificial pra ajudar nas compras.
Então provavelmente vamos ver uma guerra de gigantes da tecnologia nos próximos meses e anos. Google de um lado, Amazon do outro, e quem sabe outras empresas entrando na briga também.
E sabe quem pode se beneficiar disso tudo? A gente, consumidor.
Porque quando tem concorrência, as empresas precisam melhorar seus serviços, baixar preços, inovar. Todo mundo sai ganhando no final das contas.

O que esperar daqui pra frente
Nos próximos meses, a gente deve começar a ver essa tecnologia funcionando de verdade. O Google prometeu que o botão de compra vai aparecer “em breve” nas suas plataformas.
Provavelmente vai começar nos Estados Unidos, com as lojas parceiras que já foram anunciadas. Depois, se der certo, deve se expandir pra outros países.
E pro Brasil? Bom, o Google tem uma presença forte aqui. A maioria das buscas na internet passa por eles. Então faz todo sentido que essa tecnologia chegue por aqui também.
A questão é quando. E como as lojas brasileiras vão reagir.
Varejistas grandes como Magazine Luiza, Via (dona das Casas Bahia), Mercado Livre e outros vão precisar decidir: embarcam nessa tecnologia do Google ou tentam criar suas próprias soluções?
É uma decisão estratégica importante. Porque quem ficar de fora pode perder uma fatia enorme de mercado. Mas quem entrar precisa estar ciente dos riscos também.
Minha opinião sobre tudo isso
Olha, depois de entender tudo o que está rolando, eu fico com um sentimento misto.
Por um lado, é incrível ver a tecnologia evoluindo dessa forma. A ideia de poder fazer compras de forma tão simples e rápida, conversando com uma IA que entende exatamente o que você quer, é fascinante.
Vai economizar tempo, evitar aquela frustração de ficar pulando de site em site, tornar tudo mais prático.
Por outro lado, preocupa um pouco ver tanto poder se concentrando nas mãos de tão poucas empresas. O Google já é gigante. A Amazon também. E quando gigantes ficam maiores ainda, a concorrência sofre.
Mas é o caminho que a tecnologia está tomando. E não tem volta.
O que a gente pode fazer como consumidor é ficar atento, aproveitar os benefícios que essas tecnologias trazem, mas sempre de olho na nossa privacidade e nos nossos dados.
E torcer pra que apareçam regulamentações inteligentes que protejam tanto os consumidores quanto as empresas menores, mantendo o mercado saudável e competitivo.
Conclusão
O anúncio do Google sobre o Universal Commerce Protocol marca um novo capítulo no comércio eletrônico mundial. É uma jogada ousada que pode realmente mudar a forma como compramos online.
Vai funcionar? Só o tempo vai dizer. Mas uma coisa é certa: a briga entre Google e Amazon pelo domínio do varejo online está apenas começando.
E nós, consumidores brasileiros, vamos estar assistindo de camarote – e provavelmente participando ativamente dessa revolução em breve.
A única certeza que temos é que o futuro das compras online será cada vez mais inteligente, mais rápido e mais conversacional. Resta saber se será também mais justo e mais competitivo.
Vamos acompanhar.
Esse assunto te chama atenção? No BlockNexo tem sempre novidade no ar.
Perguntas Frequentes
1. O que é o Universal Commerce Protocol do Google?
É uma tecnologia que permite fazer compras completas usando a inteligência artificial do Google, o Gemini. Você pode pesquisar, escolher e pagar por produtos sem sair da plataforma do Google.
2. Quando essa novidade vai estar disponível?
O Google não deu uma data exata ainda. Eles disseram apenas que “em breve” vão adicionar o botão de compra nas plataformas. Deve começar nos Estados Unidos e depois expandir para outros países.
3. Vai funcionar no Brasil?
Ainda não há confirmação oficial, mas é bem provável. O Google tem presença forte no Brasil e os brasileiros já usam muito o buscador para pesquisar produtos. Faz sentido a tecnologia chegar aqui.
4. Preciso criar uma conta nova para usar?
Não. Se você já tem uma conta Google e usa o Google Pay, é só usar essas mesmas credenciais. A ideia é justamente facilitar e não complicar a vida de ninguém.
5. Quais lojas vão aceitar esse sistema?
Por enquanto, já foram anunciadas lojas como Walmart, Target, Etsy e Wayfair. A Shopify também está no projeto. Mas o sistema é aberto, então outras lojas podem aderir.
6. Vou conseguir usar meu cartão de crédito normal?
Sim. O pagamento funciona através do Google Pay, onde você pode cadastrar seus cartões de crédito, débito ou até contas bancárias. É o mesmo sistema que já existe.
7. E se eu quiser devolver um produto?
Segundo o Google, o sistema vai funcionar em toda a jornada de compra, incluindo suporte pós-venda e devoluções. Mas os detalhes de como isso vai funcionar na prática ainda não foram revelados.
8. Meus dados de compra vão ficar seguros?
O Google afirma que sim, usando os mesmos protocolos de segurança que já existem no Google Pay. Mas é importante lembrar que, como em qualquer compra online, sempre existe algum risco.
9. Isso vai deixar os produtos mais baratos?
Não necessariamente. O preço vai continuar sendo definido pelas lojas. Mas a concorrência pode aumentar, o que teoricamente pode levar a preços melhores para o consumidor.
10. A Amazon vai criar algo parecido?
Provavelmente sim. A Amazon já tem a Alexa e está investindo pesado em inteligência artificial. É bem provável que eles lancem algo para competir com o Google.
11. Posso continuar comprando do jeito tradicional?
Com certeza! Essa é apenas uma nova opção. Você pode continuar comprando direto nos sites das lojas como sempre fez. Ninguém é obrigado a usar o novo sistema.
12. O Google vai cobrar alguma taxa extra?
O Google não revelou detalhes sobre taxas para o consumidor final. Provavelmente as lojas é que vão pagar algo pelo uso da plataforma, mas isso não foi confirmado oficialmente.
13. Funciona só no computador ou no celular também?
A ideia é funcionar em todas as plataformas do Google – computador, celular, tablet, e até por comandos de voz. A proposta é ser o mais acessível possível.
14. Vale a pena esperar por essa tecnologia para fazer compras?
Depende de você. Se você gosta de novidades tecnológicas e quer praticidade, pode ser interessante experimentar quando chegar. Mas se você já tem um jeito de comprar que funciona bem, não há necessidade de mudar.
Fonte: Brazil Journal







