Ouro e Prata Despencam com Indicação de Trump para o Fed

Ouro e Prata Despencam com Indicação de Trump para o Fed: Entenda o Que Está Acontecendo

Sabe aquele momento em que você pensa que está tudo tranquilo e, de repente, vem uma notícia que muda tudo? Foi exatamente isso que aconteceu no mercado de metais preciosos na última semana. O ouro e a prata levaram uma pancada histórica depois que Donald Trump anunciou quem quer colocar no comando do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Vamos entender essa história direito? Porque, acredite, ela afeta muito mais gente do que você imagina.

A Queda Que Ninguém Esperava

Ouro e Prata Despencam com Indicação de Trump para o Fed Entenda o Que Está Acontecendo
Ouro e Prata Despencam com Indicação de Trump para o Fed Entenda o Que Está Acontecendo

Na sexta-feira passada, os investidores do mundo todo tomaram um susto. O ouro despencou cerca de 10% em poucas horas. Parece pouco? Imagina você acordar e ver que o valor de algo que você tinha investido perdeu quase um décimo do valor de um dia para o outro. É de dar um nó na barriga.

Mas o ouro não foi o único. A prata sofreu ainda mais – caiu até 16% em alguns momentos. Foi a maior queda intradiária já registrada para esse metal. Gente, isso é coisa séria. Estamos falando de um recorde negativo histórico.

E o que causou essa derrocada toda? Uma simples (mas importantíssima) indicação política.

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Trump Escolhe Kevin Warsh para o Fed

Donald Trump, que voltou à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, anunciou que quer Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve – o famoso Fed. Para quem não conhece muito esse mundo, o Fed é tipo o Banco Central deles, só que com um poder ainda maior sobre a economia mundial.

E por que isso importa tanto? Bom, quem comanda o Fed decide basicamente as taxas de juros nos Estados Unidos. E as taxas de juros americanas mexem com o mundo inteiro. Afetam o dólar, afetam investimentos, afetam até quanto vai custar aquele produto importado que você quer comprar.

Kevin Warsh não é um nome desconhecido. Ele já trabalhou no Fed antes, entre 2006 e 2011. Mas a questão aqui não é se ele é competente ou não. O problema está nas expectativas que o mercado criou sobre o que ele vai fazer.

Por Que o Mercado Entrou em Pânico?

Aqui é onde a coisa fica interessante. Nos últimos meses de 2025, o ouro estava numa alta incrível. O preço subia, subia e subia. Muita gente entrou nessa onda, comprando ouro e prata como se não houvesse amanhã. Era o famoso FOMO – aquele medo de ficar de fora, sabe?

Todo mundo achava que os Estados Unidos iam continuar cortando as taxas de juros. Juros mais baixos são ótimos para metais preciosos como o ouro e a prata. Explicando de um jeito simples: quando os juros estão baixos, investir em ouro fica mais atraente. Afinal, você não está perdendo tanto dinheiro que poderia estar rendendo em outro lugar.

Mas aí veio a bomba: a indicação de Warsh mudou essa expectativa toda.

O Problema Com Warsh (Segundo o Mercado)

Kevin Warsh não é visto como alguém que vai sair cortando juros de forma agressiva. Trump quer taxas mais baixas – ele deixou isso bem claro em vários discursos. Mas Warsh tem uma reputação mais conservadora nesse aspecto.

Como disse Marcus Dewsnap, especialista em estratégia de renda fixa: os mercados não veem Warsh como um defensor incondicional de cortes drásticos nas taxas de juros. Ele pode até fazer alguns cortes, mas não vai ser aquela festa que muita gente esperava.

E tem outro ponto. Warsh é considerado alguém que vai manter a independência do Fed. Isso é bom? Depende de como você olha. Para a economia no longo prazo, provavelmente sim. Mas para quem apostou alto que os juros iam despencar rapidamente, foi uma ducha de água fria.

A Relação Entre Juros e Ouro

Vamos voltar um pouquinho. Por que diabos o ouro cai quando esperam que os juros fiquem mais altos?

É simples: o ouro não paga dividendos. Ele não rende nada. Você compra uma barra de ouro e ela fica lá, parada, esperando que o preço suba. Enquanto isso, se você colocar seu dinheiro em títulos do governo americano com juros altos, vai receber uma graninha todo mês ou todo ano.

Então, quando os juros sobem (ou quando as pessoas acham que vão subir), investir em ouro perde a graça. Fica mais caro manter o metal porque você está abrindo mão de ganhos que poderia ter em outros investimentos.

Além disso, tem a questão do dólar. Juros mais altos tendem a fortalecer a moeda americana. E quando o dólar fica mais forte, o ouro (que é cotado em dólar) fica mais caro para quem mora em outros países. Resultado? Menos gente comprando, preços caindo.

O Mercado Estava Esticado Demais

Uma coisa que os analistas estão falando muito é que o mercado de metais preciosos estava “esticado”. O que isso quer dizer? Basicamente, que muita gente tinha entrado na onda ao mesmo tempo, apostando na mesma direção.

Era tipo aquela festa onde todo mundo tá apertado numa sala pequena. Tá tudo bem enquanto ninguém se move muito. Mas se alguém grita “fogo”, todo mundo corre para a mesma porta ao mesmo tempo. Caos total.

Foi exatamente isso que aconteceu. Quando a notícia de Warsh saiu, todo mundo quis vender ao mesmo tempo. Só que não tinha comprador suficiente do outro lado. O resultado? Os preços despencaram.

“Quando um mercado sobe muito além do que os fundamentos econômicos explicam, não precisa de muito para abrir a porta de saída”, explicou Dewsnap. “E a extensão do posicionamento unilateral cria o que chamamos de saída estreita. Não há compradores suficientes para lidar com a cascata de vendas, o que piora ainda mais a queda nos preços.”

A Recuperação de Terça-Feira

Mas nem tudo está perdido. Na terça-feira, o mercado deu uma respirada. O ouro subiu mais de 3% na Ásia, chegando a US$ 4.822 a onça. A prata também se recuperou, saltando 5,3% para US$ 83,50.

Por quê? Bom, depois de uma queda dessas, sempre aparecem os chamados “caçadores de pechinchas”. São investidores que olham para os preços baixos e pensam: “nossa, tá barato demais, vou comprar”.

Essa estratégia tem até um nome em inglês: “buying the dip” – comprando na queda. É arriscado? Com certeza. Mas para quem tem estômago forte e acredita no longo prazo, pode ser uma oportunidade.

Os Chineses Podem Salvar o Dia?

Uma coisa interessante que os analistas estão observando é o comportamento dos investidores chineses. Historicamente, quando o ouro cai, os chineses costumam comprar bastante. Eles têm uma tradição cultural forte de investir em ouro como reserva de valor.

Mas tem um problema: a volatilidade está muito alta agora. E com o Ano Novo Lunar chegando (a maior festa da China), muita gente pode preferir ficar quietinha, sem arriscar muito.

“Com a volatilidade disparando e o Ano Novo Lunar se aproximando, os traders provavelmente vão reduzir posições e diminuir riscos”, disseram analistas do ING, um grande banco holandês. “A direção dos preços no curto prazo vai depender de quanto os investidores chineses vão comprar na queda.”

O Papel dos Fundos e Especuladores

Tem outro fator importante nessa história: os fundos de investimento e os especuladores. Esses caras movimentam bilhões e podem fazer o mercado dançar.

Os dados da CFTC (a CVM americana, digamos assim) mostram que os especuladores estão cortando suas apostas em ouro e prata. Na semana passada, as posições compradas em ouro caíram bastante. E na prata, as apostas otimistas chegaram ao nível mais baixo desde fevereiro de 2024.

Isso mostra que o otimismo está esfriando. Muita gente está saindo do barco antes que ele afunde mais.

ETFs Também Sentiram o Golpe

Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de prata tiveram saques pelo sétimo dia seguido. As reservas caíram para o menor nível desde novembro de 2025. Isso é um sinal claro: o dinheiro está fugindo.

E tem mais um complicador técnico. A CME Group, que opera a bolsa de futuros nos Estados Unidos, vai aumentar as exigências de margem para contratos de ouro e prata. Traduzindo: vai ficar mais caro manter essas posições abertas.

Isso força muita gente a vender ou reduzir suas apostas. E quando todo mundo vende ao mesmo tempo… você já sabe o que acontece.

O Que Vem Por Aí?

Ninguém tem bola de cristal, mas os analistas estão cautelosos. A volatilidade deve continuar alta no curto prazo. Muita coisa vai depender dos dados econômicos que saírem nos Estados Unidos nas próximas semanas.

Inflação, emprego, crescimento econômico – tudo isso vai influenciar as expectativas sobre o que o Fed vai fazer com os juros. E essas expectativas vão mexer com o dólar e, consequentemente, com o ouro.

“De modo geral, a volatilidade nos metais preciosos provavelmente permanecerá elevada no curto prazo”, concluíram os analistas do ING. “Para o ouro e a prata, a incerteza macroeconômica, as expectativas de taxa real de juros e a direção do dólar continuarão a dominar o sentimento.”

E o Brasil Nisso Tudo?

Você pode estar pensando: “tá, mas eu moro no Brasil, por que isso me afeta?” Ótima pergunta.

Primeiro, porque o Brasil é um grande consumidor e também produtor de ouro. Mudanças nos preços internacionais afetam nossa economia. Segundo, porque muitos brasileiros investem em ouro como proteção contra a inflação e a desvalorização do real.

Quando o ouro cai lá fora, cai aqui também. E isso mexe com quem tem investimentos em fundos de ouro ou em ouro físico mesmo.

Além disso, tem o efeito indireto no dólar. Se o dólar fica mais forte por causa das expectativas sobre os juros americanos, o real tende a se enfraquecer. E isso afeta desde o preço da gasolina até aquela viagem internacional que você está planejando.

Lições Dessa História

Essa turbulência toda nos ensina algumas coisas importantes:

Primeiro, mercado não é cassino. Quando todo mundo está indo na mesma direção, é bom ficar de olho. Às vezes, é melhor ficar de fora do que entrar na onda só porque todo mundo está fazendo.

Segundo, decisões políticas importam – e muito. A simples indicação de uma pessoa para um cargo pode virar o mercado de cabeça para baixo.

Terceiro, diversificação é fundamental. Se você colocar todo seu dinheiro em uma coisa só, vai sofrer quando essa coisa despencar.

Vale a Pena Investir em Ouro Agora?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares (ou de uns bons quilos de ouro). A verdade é que depende do seu perfil e dos seus objetivos.

Se você está pensando no longo prazo e acredita que a incerteza econômica mundial vai continuar, o ouro ainda pode fazer sentido como parte de um portfólio diversificado. Historicamente, ele sempre foi uma reserva de valor.

Mas se você está pensando em ganhar dinheiro rápido surfando na volatilidade, prepare-se para noites mal dormidas. O mercado está instável e pode ter mais quedas pela frente.

O Fator Geopolítico

Uma coisa que ajudou o ouro a subir tanto em 2025 foram as tensões geopolíticas. Guerras, conflitos, incertezas políticas – tudo isso faz as pessoas correrem para ativos considerados “portos seguros”.

Mas agora, com a mudança nas expectativas sobre os juros, esse fator está sendo deixado de lado. O mercado está priorizando a questão dos juros e do dólar.

Será que isso vai continuar? Difícil dizer. Se surgir uma nova crise internacional, o ouro pode voltar a subir rapidamente. É um mercado que reage muito às notícias.

A Verdade Sobre Investimentos

No fim das contas, essa história toda nos lembra de uma verdade básica: investimento sempre envolve risco. Não existe almoço grátis. O ouro subiu muito em 2025, mas nada sobe para sempre.

Quem entrou na festa quando já estava lotada acabou saindo no prejuízo. É aquela velha máxima: compre na baixa, venda na alta. Parece simples, mas na prática é difícil pacas.

O emocional pesa muito. Ver todo mundo ganhando dinheiro com ouro e ficar de fora dói. Aí você entra, e logo depois vem a queda. É frustrante.

Próximos Capítulos

Nas próximas semanas, todos os olhos vão estar voltados para os Estados Unidos. Qualquer fala de Trump, qualquer dado econômico, qualquer rumor sobre o Fed – tudo vai mexer com o mercado.

Warsh ainda precisa ser confirmado pelo Senado. Se houver alguma resistência ou se ele fizer declarações mais dovish (favoráveis a juros baixos), o ouro pode se recuperar. Se ele reforçar a imagem de linha-dura, pode cair mais.

É um jogo de expectativas. E nesse jogo, quem tem as informações certas na hora certa leva vantagem.

Mantendo a Calma

Se você investe em ouro ou prata, o mais importante agora é não entrar em pânico. Vender no desespero quase sempre é a pior decisão. Avalie sua estratégia, entenda seus objetivos e, se necessário, busque a ajuda de um profissional.

O mercado financeiro é assim mesmo: tem altos e baixos. O segredo está em estar preparado para ambos e não deixar a emoção tomar conta das suas decisões.

E lembre-se: essa não é a primeira vez que o ouro sofre uma queda brusca. E provavelmente não será a última. O importante é aprender com cada episódio e melhorar como investidor.

Se esse assunto te interessa, vale conferir o BlockNexo.

Perguntas Frequentes

1. Por que o ouro caiu tanto na última semana?

A queda aconteceu principalmente por causa da indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve. O mercado espera que ele não vá cortar os juros de forma tão agressiva quanto muitos investidores esperavam, o que torna o ouro menos atraente.

2. Quanto o ouro e a prata perderam exatamente?

O ouro chegou a cair cerca de 10% na segunda-feira, enquanto a prata despencou até 16% em alguns momentos. Foi uma das maiores quedas já registradas para esses metais.

3. O que é o Federal Reserve e por que ele importa tanto?

O Federal Reserve (Fed) é o banco central dos Estados Unidos. Ele controla as taxas de juros e a política monetária americana, o que afeta a economia mundial inteira, incluindo o Brasil.

4. Quem é Kevin Warsh?

Kevin Warsh é um economista que já trabalhou no Fed entre 2006 e 2011. Ele é visto como alguém mais conservador em relação a cortes de juros e que vai manter a independência do banco central.

5. Por que juros altos são ruins para o ouro?

Porque o ouro não paga juros nem dividendos. Quando as taxas de juros estão altas, investir em títulos ou aplicações que pagam juros fica mais atraente do que guardar ouro, que não rende nada.

6. O que significa “buying the dip”?

É uma estratégia de comprar ativos quando o preço cai muito, apostando que ele vai se recuperar no futuro. É arriscado, mas pode trazer bons lucros se a aposta estiver certa.

7. Por que os investidores chineses são importantes para o mercado de ouro?

A China tem uma tradição cultural forte de investir em ouro. Quando os preços caem, investidores chineses costumam comprar bastante, o que ajuda a sustentar os preços.

8. O que é FOMO e como ele afetou o mercado de ouro?

FOMO significa “Fear Of Missing Out” (medo de ficar de fora). Muitos investidores compraram ouro só porque todo mundo estava comprando e os preços subiam, sem analisar direito se fazia sentido. Quando veio a queda, o pânico foi maior.

9. Isso afeta quem investe em ouro no Brasil?

Sim, afeta. O preço do ouro é internacional, então quando cai lá fora, cai aqui também. Além disso, fundos de investimento em ouro brasileiros são impactados pela cotação internacional.

10. Vale a pena investir em ouro agora que os preços caíram?

Depende do seu perfil de investidor e seus objetivos. Para quem pensa no longo prazo e quer diversificação, pode ser uma oportunidade. Mas é preciso estar preparado para mais volatilidade.

11. O que são ETFs de ouro e prata?

ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam o preço do ouro ou da prata. É uma forma de investir nesses metais sem precisar comprar barras ou moedas físicas.

12. O ouro pode cair ainda mais?

É possível. A volatilidade está alta e muita coisa depende dos dados econômicos que vão sair nos Estados Unidos e das expectativas sobre o Fed. Ninguém sabe ao certo para onde o mercado vai.

13. Como o dólar forte afeta o preço do ouro?

Quando o dólar fica mais forte, o ouro (que é cotado em dólar) fica mais caro para quem usa outras moedas. Isso reduz a demanda internacional e pressiona os preços para baixo.

14. Qual é a previsão dos analistas para os próximos meses?

A maioria dos analistas espera que a volatilidade continue alta no curto prazo. Os preços vão depender muito das decisões do Fed, dos dados econômicos americanos e do comportamento do dólar. É um cenário de incerteza.

Fonte: Euronews

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