Remédio da Novo Nordisk decepciona

Remédio da Novo Nordisk decepciona e ações despencam 10% na bolsa

Segunda-feira foi daquelas agitadas no mundo das empresas farmacêuticas. Sabe quando acontece algo que mexe com todo mundo ao mesmo tempo? Pois foi exatamente isso. A Novo Nordisk, aquela empresa dinamarquesa gigante, viu suas ações caírem feio na bolsa. Enquanto isso, do outro lado, a Bayer alemã estava comemorando pacas. Vamos entender essa história?

A aposta que não deu certo

Remédio da Novo Nordisk decepciona e ações despencam 10% na bolsa
Remédio da Novo Nordisk decepciona e ações despencam 10% na bolsa

A Novo Nordisk é famosa por causa do Ozempic e do Wegovy. Você já deve ter ouvido falar, né? São aqueles remédios para emagrecer que viraram febre nos últimos tempos. Todo mundo comentando, celebridades usando, aquela coisa toda.

Acontece que a empresa estava testando se o principal componente desses remédios – a tal da semaglutida – também serviria para tratar Alzheimer. Imagina só se funcionasse? Seria revolucionário.

Mas não funcionou.

E olha que foram dois anos de testes. Mais de 3.800 pessoas participaram, todas com sinais iniciais da doença. A ideia era ver se o remédio em forma de comprimido conseguia frear o Alzheimer. Porque assim, ninguém quer ver essa doença avançando, ainda mais quando pega alguém da família.

O resultado? Nada de animador, infelizmente.

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O detalhe que deixou todo mundo confuso

Aqui fica interessante. O remédio até mostrou que melhorava alguns marcadores no sangue relacionados ao Alzheimer. Sabe aqueles exames que o médico pede e fica acompanhando os números? Então, os números melhoraram.

Mas na prática mesmo, no dia a dia dos pacientes, não mudou nada. A doença continuou progredindo do mesmo jeito. É como se o remédio fizesse uma coisa no papel, mas na vida real não resolvesse.

Frustrante, né?

Por que tanta gente ficou de olho nisso?

Olha, vou te contar uma coisa. Alzheimer é uma doença que assusta muita gente. Aqui no Brasil mesmo, com a população envelhecendo cada vez mais, é comum conhecer alguém que tem ou teve um familiar com essa condição.

Meu vizinho cuida da mãe dele que tem Alzheimer. É bem difícil. Ver a pessoa perdendo as memórias aos poucos, não reconhecendo mais os filhos… É de partir o coração.

Então quando aparece a notícia de que talvez um remédio que já funciona bem para outras coisas poderia ajudar com Alzheimer, todo mundo fica na expectativa. Investidores ficam animados, famílias criam esperanças, cientistas se empolgan.

Foi exatamente isso que aconteceu meses atrás. As ações da Novo Nordisk subiram bastante só pela possibilidade. Porque se desse certo, seria uma virada de jogo total.

Só que agora veio a realidade. E quando a notícia do fracasso saiu, o mercado não perdoou. As ações despencaram 10% de uma vez.

Mas calma, nem tudo está perdido

Antes que você fique preocupado: se você ou alguém que você conhece usa esses remédios para diabetes ou para perder peso, pode relaxar. Continua tudo funcionando normalmente.

A própria empresa deixou isso bem claro. O Ozempic, o Wegovy e o Rybelsus (que é a versão em comprimido para diabetes) continuam aprovados e fazem o que prometem.

Um dos chefões da empresa até deu uma entrevista explicando. Ele falou que apesar da decepção com o teste do Alzheimer, existem pilhas de estudos mostrando que o remédio funciona super bem para controlar açúcar no sangue e ajudar na perda de peso.

E tem outra coisa bacana. Esses remédios do tipo GLP-1 – é assim que chamam essa família de medicamentos – têm outros benefícios extras. Por exemplo, ajudam a diminuir inflamações no corpo. É por causa disso que os cientistas achavam que poderia dar certo para doenças do cérebro também.

Mas fazer o quê, né? A ciência é assim mesmo. Testa, testa, testa. Às vezes dá certo, às vezes não.

Por causa dos resultados ruins, a empresa cancelou a continuação dos testes. Não fazia sentido seguir em frente se não estava ajudando ninguém de verdade.

Enquanto isso, lá na Alemanha…

Agora vem a parte boa da história. Porque enquanto a Novo Nordisk chorava as mágoas, a Bayer estava estourando champanhe.

A empresa alemã anunciou que um remédio novo deles, ainda em fase de testes, mostrou resultados incríveis para prevenir AVC. E quando eu digo incríveis, é porque realmente impressionou.

O nome do remédio é Asundexian. Complicado, eu sei. Mas o que importa é o que ele faz.

Foram mais de 12 mil pessoas testando esse medicamento no mundo todo. É muita gente, viu? E funcionou direitinho.

Como esse tal de Asundexian funciona?

Vou explicar de um jeito simples. Você toma ele uma vez por dia junto com os remédios normais que já impedem o sangue de formar coágulos. Aí ele consegue reduzir bastante o risco de você ter um segundo AVC.

Porque olha, tem um detalhe importante aqui. Quando alguém tem um AVC, o risco de ter outro é alto. E o segundo costuma ser pior que o primeiro. Mais grave, mais perigoso.

Conheço uma pessoa que teve um AVC leve há uns anos. Ficou com uma sequela pequena no braço, mas se recuperou bem. Só que o médico vive alertando que ela precisa tomar os remédios certinho justamente para evitar um segundo episódio. Porque esse segundo pode não ser tão leve assim.

E sabe o que é legal nesse remédio novo? Ele faz esse trabalho de proteção sem aumentar o risco de sangramentos graves. Isso é importante demais. Porque muitos remédios que deixam o sangue mais fino acabam causando sangramentos, o que pode ser perigoso também.

Números que assustam

Vou te dar um dado que impressiona. AVC é a segunda maior causa de morte no mundo inteiro. Segunda, viu? Perde só para problemas do coração.

E aqui no Brasil não é diferente. Volta e meia você escuta alguém comentando: “Fulano teve um derrame” ou “A mãe de Ciclano passou mal e foi AVC”. É super comum, infelizmente.

Tem gente que se recupera bem, tem gente que fica com sequelas sérias, e tem gente que não sobrevive. Depende muito de onde acontece o AVC no cérebro e de quanto tempo demora para a pessoa receber atendimento.

Então ter mais uma opção de remédio para prevenir isso tudo é uma notícia maravilhosa mesmo.

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O que vai acontecer agora?

A Bayer já está se mexendo para pedir aprovação do medicamento em vários países. Aqui no Brasil também deve rolar esse pedido em algum momento. Se passar pelas aprovações todas, logo logo teremos mais essa ferramenta para ajudar quem já teve AVC a não ter outro.

Enquanto isso, a Novo Nordisk vai fazer o dever de casa dela. Vão revisar todos os dados desse teste que não deu certo, aprender com isso e seguir em frente. A empresa continua forte nos produtos que funcionam bem.

A reação da bolsa de valores foi imediata

Sabe como é o mercado financeiro, né? Funciona na velocidade da luz. Assim que a notícia ruim da Novo Nordisk caiu, as ações despencaram 10%. É muita grana perdida em poucas horas.

Do outro lado, as ações da Bayer subiram mais de 10% com a notícia positiva. Ganhou quem apostou neles.

Isso mostra como o desenvolvimento de remédios novos mexe com valores gigantescos. Afinal, estamos falando de tratamentos que podem beneficiar milhões de pessoas no planeta todo. E quando beneficia milhões de pessoas, significa também bilhões em vendas.

É o jogo do mercado. Deu certo? Todo mundo quer comprar ações. Deu errado? Todo mundo vende correndo.

Lições que ficam dessa história toda

Pra Novo Nordisk, é hora de virar a página. Testar outras ideias, focar no que está dando certo. E olha, o que está dando certo para eles já é bastante coisa. Os remédios para diabetes e obesidade continuam vendendo igual água.

Pra Bayer, chegou a hora de correr atrás das aprovações. Quanto mais rápido esse remédio chegar no mercado, melhor para todo mundo.

E pra gente que está aqui, acompanhando essas notícias de longe? Fica aquele lembrete de que a ciência não é mágica. Não é porque algo parece promissor no começo que vai funcionar lá na frente.

Às vezes dá certo, às vezes não. Fazem parte do processo os acertos e os erros. O importante é que quando acerta, pode mudar a vida de milhares – ou milhões – de pessoas.

O lado humano de tudo isso

Sabe o que eu fico pensando? Por trás desses números todos, dessas ações subindo e caindo, existem pessoas reais.

Pessoas com Alzheimer que ainda esperam por um tratamento melhor. Famílias que cuidam desses pacientes e gostariam de ter mais esperança. Gente que já teve AVC e vive com medo de ter outro.

Então quando sai uma notícia boa como essa da Bayer, é motivo de comemoração real. Não é só sobre dinheiro. É sobre vidas que podem ser salvas, sobre qualidade de vida que pode melhorar.

E quando sai uma notícia ruim como a da Novo Nordisk, também dói. Porque significa que aquela esperança vai ter que esperar mais um pouco. Que a solução ainda não chegou.

Mas a boa notícia é que as empresas continuam tentando. Os cientistas continuam estudando. E uma hora, quem sabe, apareça aquele remédio revolucionário que todo mundo está esperando.

Por enquanto, seguimos acompanhando. Torcendo pelos acertos e aprendendo com os erros.

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Perguntas Frequentes

1. O Ozempic e o Wegovy deixaram de funcionar para emagrecer?

Não, pode ficar tranquilo. Esses remédios continuam funcionando normalmente para diabetes e perda de peso. O que não deu certo foi o teste para Alzheimer, que é uma coisa completamente diferente. Quem usa para emagrecer ou controlar diabetes não precisa se preocupar.

2. Por que achavam que o remédio da Novo Nordisk poderia funcionar para Alzheimer?

Porque a semaglutida, que é o princípio ativo do medicamento, ajuda a reduzir inflamações no corpo. Como o Alzheimer tem um componente inflamatório no cérebro, os cientistas acharam que poderia ajudar. Mas na prática não funcionou como esperavam.

3. Quando o Asundexian da Bayer vai chegar no Brasil?

Ainda não tem uma data definida. A Bayer vai pedir aprovação em vários países, incluindo o Brasil. Mas esse processo costuma demorar um tempo. Primeiro precisa passar pela Anvisa, que é a agência que autoriza remédios aqui.

4. Existe algum tratamento eficaz para Alzheimer hoje em dia?

Existem alguns medicamentos que ajudam a controlar os sintomas e podem desacelerar um pouco a progressão da doença, mas ainda não tem cura. Os tratamentos disponíveis melhoram a qualidade de vida, mas não revertem o quadro.

5. O que é um AVC isquêmico?

É quando uma artéria do cérebro fica entupida, impedindo que o sangue chegue naquela região. É o tipo mais comum de AVC. O outro tipo é o hemorrágico, que acontece quando um vaso se rompe e sangra dentro do cérebro.

6. Quanto tempo demorou esse teste da Novo Nordisk?

Foram dois anos completos de testes com mais de 3.800 pessoas. É um tempo considerável, mas para remédios que tratam doenças neurológicas, às vezes precisa ainda mais tempo para ver resultados reais.

7. Quem já teve AVC tem mais chance de ter outro?

Sim, infelizmente. E o segundo AVC costuma ser mais grave que o primeiro. Por isso é tão importante tomar os remédios direitinho e fazer acompanhamento médico regular.

8. O que são marcadores biológicos?

São coisas que aparecem nos exames de sangue ou outros testes que indicam como está a doença. No caso do Alzheimer, existem proteínas específicas que os médicos acompanham. Mas melhorar esses marcadores não significa necessariamente que o paciente vai melhorar.

9. Por que as ações da Novo Nordisk caíram tanto?

Porque os investidores tinham muita expectativa de que o remédio funcionasse para Alzheimer. Quando veio a notícia ruim, todo mundo ficou desapontado e começou a vender as ações. É assim que funciona o mercado financeiro.

10. O Asundexian causa muitos efeitos colaterais?

Pelos resultados divulgados, ele não aumentou os sangramentos graves, que é o principal efeito colateral dos remédios desse tipo. Mas só vamos saber todos os detalhes quando saírem as informações completas do estudo.

11. Qual a diferença entre Ozempic e Wegovy?

Os dois têm o mesmo princípio ativo, a semaglutida. A diferença é que o Ozempic foi criado primeiro para tratar diabetes, enquanto o Wegovy é específico para perda de peso e tem uma dose diferente. Mas muita gente usa o Ozempic também para emagrecer.

12. Quantas pessoas têm Alzheimer no Brasil?

Estima-se que existam mais de 1 milhão de brasileiros com a doença. E esse número deve aumentar bastante nos próximos anos porque a população está envelhecendo cada vez mais.

13. Como saber se estou tendo um AVC?

Os sinais principais são: rosto torto de um lado, braço fraco ou dormente, dificuldade para falar. Se perceber esses sintomas em você ou em alguém, liga para a emergência na hora. Cada minuto conta muito no tratamento do AVC.

14. A Novo Nordisk vai tentar novamente com outro remédio para Alzheimer?

Isso ainda não foi anunciado. Por enquanto eles vão revisar os dados desse teste e decidir os próximos passos. Mas empresas farmacêuticas grandes como essa sempre têm várias pesquisas acontecendo ao mesmo tempo.

Fonte: Euronews

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